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MENOR DA HISTÓRIA - BC reduz taxa básica de juros pela nona vez seguida, para 2% ao ano

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Corte da Selic em 0,25 ponto percentual atende às expectativas do mercado financeiro e leva a taxa básica ao menor patamar da história

 

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decidiu nesta quarta-feira (5), por unanimidade, cortar os juros básicos da economia brasileira pela nona vez consecutiva. Com a redução de 0,25 ponto percentual, a Selic vai a 2% ao ano e renova o menor patamar da história.

Apesar de inferior aos cortes anteriores, a decisão do BC foi mais uma vez influenciada pelo efeito da pandemia do novo coronavírus e tem o objetivo de estimular a economia nacional. O crédito mais barato tende a incentivar a produtividade e impulsionar o consumo das famílias.

"A pandemia da covid-19 continua provocando a maior retração econômica global desde a Grande Depressão. Nesse contexto, apesar de alguns sinais promissores de retomada da atividade nas principais economias e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador", analisa o BC na nota divulgada para anunciar o corte.

A redução da Selic em 0,25 ponto percentual já era aguardada pelo mercado financeiro. Segundo os analistas ouvidos semanalmente pelo BC, a taxa básica deve permanecer no patamar atual pelo menos até o final do ano. O Copom, no entanto, não descartou a possibilidade de um novo corte dos juros.

“O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”, destaca o grupo.

De acordo com o comitê, o veredito reflete ainda “um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta”.

No período de nove cortes consecutivos da Selic, iniciado em julho do ano passado, a taxa já desabou 4 pontos percentuais. Somente neste ano, a taxa básica caiu 2,25 pontos percentuais, de 4,25% ano para 2% ao ano.

Votaram a favor do corte o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os diretores Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fabio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

Selic

Conhecida como taxa básica, a Selic representa os juros mais baixos a serem cobrados na economia e funciona como forma de piso para as demais taxas cobradas no mercado financeiro.

A taxa básica de juros é aquela que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Sempre que o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Fonte: R7

 


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