
Redação, Porto Velho RO, 13 de maio de 2026 - Uma grave confusão dentro da Câmara Municipal de Porto Velho colocou o vereador Marcos Combate no centro de uma crise política e institucional após denúncias de agressão física e verbal contra o jornalista Edval Sheik, responsável pelo portal “Se Liga”. O caso, registrado em boletim de ocorrência, provocou forte repercussão nos bastidores políticos da capital e reacendeu discussões sobre liberdade de imprensa, comportamento parlamentar e quebra de decoro dentro do Legislativo municipal.
Segundo o relato apresentado às autoridades, o episódio aconteceu nas dependências da Câmara durante uma reunião no gabinete do vereador Breno Mendes. Conforme a denúncia, Marcos Combate teria invadido o local e iniciado uma discussão com o jornalista, utilizando ofensas verbais antes de partir para agressões físicas. O comunicador afirma ter recebido diversos socos e ter sido atingido até com o próprio capacete durante a confusão.
O caso ganhou ainda mais repercussão por ter ocorrido dentro da sede do Poder Legislativo, ambiente que deveria simbolizar diálogo institucional, respeito democrático e convivência entre representantes públicos, imprensa e sociedade. A denúncia envolve possíveis crimes de lesão corporal, injúria e ameaça, além de possíveis implicações administrativas relacionadas ao decoro parlamentar.
Após a repercussão, Marcos Combate utilizou redes sociais para negar as acusações e afirmar que não houve agressão física, sustentando que ocorreu apenas uma discussão verbal. Até o momento, não foram divulgadas imagens oficiais do circuito interno nem testemunhos formais completos sobre a dinâmica do episódio.
O episódio provocou reação política imediata. O partido Avante, ao qual o vereador é filiado, divulgou manifestação defendendo rigor na apuração dos fatos e reforçando a importância da liberdade de imprensa para a democracia. Nos bastidores da Câmara, cresce a pressão para que a Comissão de Ética avalie possível quebra de decoro parlamentar, situação que pode resultar em advertência, suspensão e até perda de mandato, dependendo das conclusões das investigações.
Especialistas apontam que episódios de violência envolvendo agentes públicos agravam o desgaste das instituições políticas brasileiras, já afetadas por altos índices de desconfiança popular, radicalização política e conflitos constantes entre autoridades e imprensa. O caso em Porto Velho amplia o debate sobre os limites da atuação parlamentar e o respeito às garantias democráticas dentro dos espaços públicos.
A Polícia Civil deverá ouvir testemunhas, analisar imagens de segurança e reunir elementos para esclarecer o ocorrido. Enquanto isso, o episódio segue repercutindo intensamente no meio político de Rondônia e aumentando a pressão por respostas institucionais diante da gravidade das acusações.
Fonte: noticiastudoaqui.com