
As razões da proposta do deputado Edison Fidelis, durante a discussão do projeto da Constituição estadual de Rondônia em 1989, mudando a capital do ex-Território da margem direita do Rio Madeira para uma área no município de Ji-Paraná, a 360 KM de distância, podem ser sintetizadas em duas razões básicas, a primeira de caráter geopolítico tornando as sedes dos Poderes mais próximas da maioria dos então 23 municípios, e atender à queixa relativa às dificuldades de acesso a esses Poderes mantendo-se o sistema implantado em 1943 quando da criação do Território do Guaporé.
Sem qualquer comparação com as razões que levaram Edison Fidelis a apresentar a proposta de mudança da capital rondoniense, mesmo antes da constituição do Território em 1943, outro movimento, liderado pelo coronel Paulo da Cruz Saldanha, em 1937, quando o governo federal começou a tratar da criação de vários territórios, ele e outros comerciantes da região dos rios Guaporé e Mamoré apresentaram, como sede da futura unidade, a cidade de Guajará-Mirim, mas o capitão Aluízio Ferreira conseguiu, em 1940 quando o presidente Vargas veio a Porto Velho, definir Porto Velho como capital.
Segundo o jornalista Carlos Sperança (*) o governador Jerônimo Santana incentivou a mudança da capital do estado para Ji-Paraná, a 367 quilômetros de Porto Velho, influenciando isso aos deputados da bancada do seu partido, mas o momento político para Santana já era difícil, o que reduziu a adesão da bancada da bancada da BR - formada por 18 dos 24 deputados eleitos pelos municípios ao longo da rodovia.
(*) https://rondonia.ro.gov.br/his...
