
Começou com uma voz solitária, a do deputado federal Thiago Flores, que há pelo menos dez dias começou a questionar a forma como o leilão da privatização da BR 364 seria feito. Aos poucos, outros protestos foram se somando ao dele. Cristiane Lopes, Lúcio Mosquini, Fernando Máximo e Sílvia Cristina se mexeram a poucos dias do leilão. Também o deputado Maurício Carvalho, líder da bancada federal e o senador Jaime Bagattoli entraram no debate, com divulgação via matérias jornalísticas e em suas redes sociais, contestando o evento da forma como estava sendo realizado. O mesmo aconteceu com o senador Marcos Rogério. Na quarta-feira houve uma reunião da bancada, para pedir ao ministro Renan Filho que suspendesse, ao menos momentaneamente, a realização do leilão, programado para a Bolsa de Valores de São Paulo. Além dos parlamentares já citados, estavam no encontro os deputados Coronel Chrisóstomo e Lebrão, agora sim, em voz uníssona, apelando a Calheiros que, se não cancelasse o evento, ao menos mudasse a data, para novas discussões sobre o assunto.
Vários pedágios, com preços muito altos; a facilidade para o consórcio vencedor do leilão começar a receber pelo menos 1 bilhão de reais por ano, mas só começar a investir mesmo a partir de 2028; a falta de discussão sobre o tema envolvendo autoridades do Estado além prefeitos, vereadores e a população, foram alguns dos argumentos usados para a tentativa de suspender o leilão. Embora tardia, porque deveria ter sido tomada há bem mais tempo, a ação conjunta dos parlamentares trouxe resultados positivos.

A ação mais contundente e objetiva contra o leilão da BR 364 foi tomada pelo deputado federal Coronel Chrisóstomo. Ele ingressou com um Mandado de Segurança Coletivo, na 1ª Vara Federal Cível em Rondônia, pedindo a suspensão do certame. O pedido tem como impetrados o Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a própria ANTT e a União Federal, além de envolver o Ibama e a Fundação Nacional do Índio (Funai) como terceiros interessados. Patrocinado pelos advogados Nelson Canedo e Cristiane Pavin, a causa estava em julgamento nesta quinta, enquanto o leilão continuava confirmado. Nada mudou e o governo fez tudo como quis, sem dar ouvido aos rondonienses.
fonte blog.opiniaodeprimeira