Exemplo de perda é o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que só obteve R$ 46 milhões ano passado. Em 2017 foram R$ 5,94 bilhões.
Ao fim do primeiro ano de extinção do Impôsto Sindical obrigatório cobrado de todos os trabalhadores, a arrecadação caiu de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões em 2018, conforme matéria do O Estado de São Paulo. Uma queda abissal que está impactando o sistema sindical brasileiro e ameaçando de extinção milhares de pequenos sindicatos do país.
E a queda poderá ser maior ainda em 2019, como consequência da medida provisória (MP 873/2019) editada na última sexta feira que dificulta o pagamento da contribuição ao acabar com o desconto no salário do trabalhador e sugerir o uso de bancário expedido pelo sindicato ao trabalhador associado, como forma de recolhimento.
Isso, foi para reforçar o caráter facultativo da contribuição. Só paga o trabalhador que se associar à entidade sindical, conforme vem assinalando técnicos e sindicalistas.
O impacto na redução de arrecadação também atingiu os sindicatos patronais. Em 2017 eles contabilizaram R$ 806 milhões que, em 2018, caiu para R$ 207,6 milhões.
Por conta das mudanças, os sindicatos, para não fechar as portas, estão cortando custos com pessoal, imóveis, custeio e atividades culturais. Além disso, tratam de buscar possibilidades de fusão com entidades sindicais assemelhadas.
Fonte: Noticiastudoaqui.com com informações do congressoemfoco.uol.com.br