Domingo passado, dia 3, foi a última vez que o governo do estado se reuniu com a defesa civil municipal e o Corpo de Bombeiros para avaliar e definir ações emergenciais de atendimento às vítimas da enchente do Rio Madeira que, desde então, vem se mantendo com o nível em torno de 17,30 metros, com pequenas oscilações.
Nesse período o Departamento de Estrada e Rodagem-DER teve que levantar o piso da ponte centenária do Rio Araras, na BR-425, para não deixar Guajará Mirim isolado.
O governo do estado até prometeu recuperar e asfaltar a Estrada Parque, entre Campo Novo e Nova Mamoré, aberta na enchente de 2014, para ficar como alternativa definitiva de acesso à Pérola do Mamoré.
Mas tanto os ribeirinhos de Guajará quanto os de Porto Velho foram fortemente impactados com a enchente do Rio Madeira. Os distritos de Vila Murtinho e de Nazaré, este completamente submerso, são dois exemplos.

Já se conta aos milhares o número de famílias que tiveram que deixar suas casas e contabilizar prejuízos com perdas de animais e plantações, tanto nas localidades às margens do Rio Madeira quanto em outras regiões do estado como Candeias do Jamari, às margens do Rio Candeias e os ribeirinhos dos Rios Machado, em Ji-Paraná e Barão do Melgaço, em Pimenta Bueno e Cacoal.
Apesar dos prejuízos impostos aos ribeirinhos do estado por conta da enchente, até o momento nenhum programa de recuperação e apoio à reconstrução da vida econômica destas comunidades foi anunciado.

Torna-se urgente a tomada de medidas de apoio financeiro e social, através dos instrumentos de fomento e assistência, que permita às pessoas recomeçarem suas vidas profissionais logo no baixar das águas. Fato que já é iminente.
As crianças e os jovens precisam retornar às aulas. Para isso, é necessário escolas recuperadas e estradas trafegáveis para o transporte escolar. Os doentes precisam voltar para casa na certeza de poder sair na hora da urgência. E os trabalhadores precisam recomeçar a produção de riquezas, aproveitando o húmus rico da vazante dos rios.

Espera-se que haja uma próxima reunião dos governos estadual e municipal, suas secretarias e órgãos afins, e estas questões sejam postas para se criar estratégias de estímulos e apoio em favor dos ribeirinhos de Rondônia.
Fonte: Noticiastudoaqui.com