- Nem todo o crédito e o dinheiro que a Prefeitura tem daria para fazer drenagem, meio fio, sarjeta e asfalto de 58% das ruas de Porto Velho que não têm sem esses serviços. São entre 300 a 400 quilômetros de vias sem asfalto.
- Só num bairro estamos fazendo 27 quilômetros de ruas com drenagem, meio fio e asfalto. Hoje a prefeitura tem credibilidade. Ninguém precisa mais pagar 5 ou 10% para receber. A fila de pagamento é respeitada. Ninguém recebe na frente de quem está na vez.
As declarações são do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, ao notíciastudoaqui.com, numa série de reportagens exclusivas onde informa sobre a atuação do seu governo, esclarece ao povo, aos que usam as redes sociais e setores da imprensa para criticá-lo.
Nesta primeira reportagem, o chefe do executivo municipal discorre sobre o trabalho que o seu governo realiza na regularização fundiária; na execução de obras de drenagem; nos índices de transparência de sua gestão; e nas ações relativas aos desabrigados da enchente do Rio Madeira.
- Nós enfrentamos problemas acumulados em cem anos. Eu só tenho dois anos de mandato. Entretanto, um levantamento feito pela imprensa diz que das 33 promessas que fiz durante a campanha, só estou devendo 15. Das 18 restantes, 11 já foram cumpridas e 7 já estão em execução.
- Agora, tem muitas outras coisas que já fizemos e que vamos fazer, que não estão nesse elenco. Mas sei que não vou resolver todos os problemas. Os desafios de Porto Velho têm que ter planejamento e continuidade nas gestões seguintes. E isso não tem acontecido.
Veja, a seguir, o que diz o prefeito Hildon sobre os assuntos apontados nessa 1ª matéria.
QUESTÃO FUNDIÁRIA

Entregar escritura pública é ato de cidadania
- No 2º ano de governo nós entregamos 4 mil títulos e esse ano a expectativa é de mais 8 mil títulos. É uma situação que vem de décadas. Conseguimos avançar, mas tem ainda um trabalho grande pela frente. E é na cidade toda. Aqui (Bairro Pedrinhas, onde mora), está sendo regularizado agora. O prédio em que eu morava até dias atrás, frente à OAB, eu não tenho escritura até hoje. Tenho uma cota parte. Mas temos avançado. A ‘Figura A’, onde estão os bairros centrais que iniciaram a cidade, desafiou todas as administrações. Nós conseguimos resolver.
- Mas o governo mudou a legislação. Nessa mudança recente, aquilo que é da União, ela passa facilmente para as prefeituras. Só que a prefeitura tem que fazer um cronograma se comprometendo a executar a infraestrutura. A União passa o encargo para o parceiro. E não dá nada, nada. Aí fica difícil.
SOBRE DRENAGEM E CRÍTICAS
Galeria da Avenida Mamoré
- A maior obra de drenagem dos últimos 25 anos quem fez foi Chiquilto (Francisco Chiquilito Erse). De lá para cá ninguém fez mais nada de expressivo. Estou fazendo uma obra de alto estilo. A galeria da avenida Mamoré igual a que ele (Chiquilito) fez na Rio Madeira. É uma galeria de vergonha, que você anda de caminhão lá dentro. Só que político não gosta de fazer obra de drenagem. Fica enterrado. Mas ali naquela região já melhorou. E agora, mais ainda.
- Nós estamos fazendo uma obra de drenagem, não tão pesada quanto aquela, mas pesada, na Rua Raimundo Cantuária, perto do Shopping Irmãos Gonçalves. Nós estamos trabalhando isso aí. E estamos fazendo um planejamento de drenagem. Isso tem que ser enfrentado.
- Porto Velho é igual uma mesa. Essa aqui que estamos vendo (aponta para a mesa de trabalho). E isso dificulta, e muito, a questão da drenagem. Mas estamos trabalhando. Agora, resolvido? Ainda não tem jeito! As pessoas cobram nas redes sociais “prefeito a gente espera há 20 anos, 30 anos? ”. Sim! Mas eu só sou prefeito há 2 anos!
- Não tem como atender essa demanda (num só mandato). Mas dá para fazer um planejamento. Só que esse planejamento tem que ser seguido por quem vier depois. Então, a questão da drenagem tem que ter uma sequência, um planejamento. Não é uma coisa que você consiga fazer sozinho. Tem que ter investimento. 58% das ruas de Porto Velho não tem drenagem, não tem asfalto.
- E não adianta fazer asfalto sem drenagem. É melhor não fazer. Espera juntar dinheiro para fazer os dois. É jogar dinheiro fora (se fizer só um). O maior inimigo do asfalto é água. Então, tem que fazer a drenagem.
- Com 58% de ruas por fazer, nem usando todo o crédito de Porto Velho e o dinheiro que tem na conta, a gente consegue. É um investimento muito alto. Nós estamos falando aí de 300 ou 400 quilômetros de drenagem, asfaltamento, sarjetas. É fazer mais do que foi feito em 100 anos, não tem como!
- Nós estamos com uma obra em execução de 27 quilômetros com drenagem, asfalto, meio fio e sarjeta no Bairro Mariana. Com recurso próprio, da Prefeitura. Então como o prefeito não está fazendo? O prefeito não é mágico!
TRANSPARÊNCIA DE GOVERNO

Quem não deve, não se esconde
- Nós temos alguns avanços da gestão. São quebras de paradigma que dificilmente algum prefeito vai mudar.
- Por exemplo, quando assumimos, o Portal de Transparência tinha 64% de transparência. Quem tem 64% é quase zero. A coisa tem que ser transparente. Ano passado nós atingimos 98,7.
- Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), nós ficamos em 1º lugar entre as capitais da Região Norte. Em 5º entre as capitais brasileiras e em 16º entre 700 municípios pesquisados pela CGU.
- Dificilmente o próximo prefeito vai regredir no quesito transparência. Isso vai chamar a atenção dos órgãos de controle. Vai cair tudo em cima dele. Por que o cara está querendo esconder agora o que era transparente?
- Outra coisa muito importante que criamos foi a ordem cronológica dos pagamentos. Se você tá na vez, tá na fila, não tem como pagar você antes quem está na frente. Mas não era assim? Não, não era. Nunca foi, pagava a quem queria. E como muda um negócio desse? Hoje a pessoa sente tranquilidade em fornecer para a prefeitura por que sabe que vai receber. Não precisa dar 5% aqui, 10% ali. São situações que dificilmente vão ser mudadas. São critérios objetivos que a gente vem adotando, organizando a casa. Essa é a questão.
- Combustível era no papelzinho, na requisição. Por isso, gastava R$ 25 milhões. Agora baixou para R$ 12 milhões por que eles roubavam. Agora, do meio do ano passado para cá, a gente entrou no cartão, dá mais controle.
- Até pouco tempo atrás eram mandados, toda semana, 150 litros de óleo diesel para um posto de saúde, ou uma UPA, acho que a da Zona Sul, não tenho certeza. Mandamos verificar, até por que não está faltando tanta energia. Chegaram lá e realmente tem um gerador. Só que ele nunca tinha sido instalado. Mas consumia 150 litros de combustível por semana. Sem nunca ter sido instalado. Era o dreno.
ENCHENTES E DESABRIGADOS

A Defesa Civil dá assistência aos ribeirinhos
- Não! As pessoas não perderam tudo. A defesa civil fez todo um trabalho. As pessoas foram removidas. Elas foram avisadas, foram acompanhadas. A defesa civil tem caminhões mas peguei caminhões das secretarias para realizar transportes de mudanças, pessoas e coisas. Demos um apoio enorme para as pessoas. Ouve algum prejuízo? Houve! Mas todo mundo teve tempo. Ninguém foi pego de surpresa, como na enchente de 2014, que teve gente que foi dormir e acordou com a enchente.
- Eu sobrevoei a área. Desde novembro teve todo o acompanhamento da Defesa Civil que fez um trabalho sensacional. Mas a enchente é um fenômeno natural. Todos os anos temos enchente. A desse ano foi um pouco atípica. Perdemos somente para a de 2014. Que foi um desastre. O nível do rio chegou a 19,75 metros. Esse ano chegou perto de 18. Ficou oscilando em 17,30 metros. Graças a Deus!

Jornalista Osmar Silva, editor do noticiastudoaqui.com e o prefeito Hildon Chaves.
Ouça no áudio, a seguir, a entrevista completa abaixo:
Fonte: noticiastudoaqui.com