Safra de grãos registra aumento no primeiro trimestre de 2019 em Rondônia



Nos três primeiros meses de 2019, a safra de grãos movimentou a economia em Rondônia. Em relação ao ano passado ela deve ter um aumento de 5,5%. Na avaliação anual foram analisadas as lavouras de milho, arroz, feijão, algodão e soja. Essa última é apontada como o principal produto que gera renda no campo e aumento na exportação.

Segundo o levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de soja em Rondônia na safra 2018/2019 será a mesma do ano passado, cerca de 1,094 milhão toneladas numa área de 333.600 mil hectares.

Os dados apontam também produção estável dos cereais que são a base da alimentação dos brasileiros, o arroz e o feijão. A 2ª safra do milho tem projeção de 20% de aumento, tanto em produção, quanto em área plantada, em relação a safra anterior. A previsão de colheita é a partir de julho e já tem destino certo.

"Há um aumento na demanda pelo milho no mercado interno, principalmente por conta da utilização do cereal para a produção de etanol em usinas no Mato Grosso. Atualmente são cinco usinas que produzem etanol a partir do milho. Há outras usinas que estão em fase de implantação, que faz com que aumente o consumo interno", afirma Anderson Conceição Gomes, superintendente regional da Conab.

Outro plantio que tem os primeiros registros nas estatísticas do agronegócio em Rondônia é o do algodão. As lavouras estão concentradas no sul do estado e já revelam uma produtividade de mais de três toneladas por hectare (3.750 kg/ha).

No levantamento feito pela Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), as exportações de soja e milho registram um crescimento de 35% no primeiro trimestre de 2019. Ao todo, US$150 milhões já foram comercializados em grãos de janeiro a março deste ano. Em 2018, no mesmo período, as vendas chegaram a 115 milhões de dólares.

A estratégia é fortalecer a zona de processamento de exportação para beneficiar a produção do estado.

"Nós entendemos que é importantíssimo você abrir mercado para commodities, mas ela não pode ser perene porque se não você vira só um corredor de passagem e o nosso propósito aqui é que realmente comece a agregar valor. A soja vai sair em grão, vamos fazer a soja em torta, em farelo, em óleo, em agregar maior valor", explica Gilberto Baptista, superintendente da Fiero.

                     

Por ano Rondônia movimenta mais de 17 milhões de toneladas pela hidrovia do rio Madeira. Quase a metade são grãos produzidos no próprio estado e no norte de Mato Grosso. No primeiro trimestre deste ano já são cerca de 200 mil toneladas de soja a mais do que no mesmo período de 2018.

A capacidade anual de movimentação no terminal graneleiro do porto público de Porto Velho é de 5 milhões de toneladas. A logística portuária daqui tem relevância nacional para o agronegócio na Amazônia.

De acordo com a direção da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), a movimentação que é feita a partir de Rondônia representa quase 10% da exportação brasileira de grãos.

"É claro que vai um pouco para Europa, mas os principais destinos são os países a Asiáticos, especialmente China, que consome nossos produtos e tem sede. Nós fomos procurados agora por investidores da Coreia do Sul e também investidores chineses, que desejam ampliar de forma considerável seus investimentos aqui no estado de Rondônia", comenta o diretor presidente da SOPH, Amadeu Hermes.

Fonte: g1.globo 



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