O governador Marcos Rocha, em sua andança por Brasília, obteve a promessa do ministro da saúde de que ajudará na construção do Hospital de Urgência e Emergência de Porto Velho (Heuro). Lhe ofereceram inclusive, outra planta já aprovada pelo ministério, que poderá agilizar o processo.
Rocha não estava só. Lhe fizeram companhia as deputadas federais Mariana Carvalho, Jaqueline Cassol e Sílvia Cristina além dos titulares da representação do governo em Brasília, do secretário de saúde do estado, Fernando Máximo, e do prefeito de Vilhena.
O governo passou a semana passada correndo para tirar os pacientes do chão, em leitos improvisados. Viralizou um vídeo de uma enfermeira ‘montando’ uma ‘caminha de pano no piso do Pronto Socorro João Paulo II, para acolher mais um paciente.

Foi necessário comprar ou alugar leitos de hospitais particulares como o Prontocórdis e o Samaritana. O governo já conta com o Hospital Irmãs Marcelina. Além de uma unidade de extensão na Zona Leste da cidade. Mas tudo isso é somente improvisação onerosa e cara.
A Secretaria de Estado da Saúde, Sesau, conta com R$ 11 milhões de emenda da deputada Mariana Carvalho para investir no João Paulo. Invés de virar uma solução, virou um problema para o governo. O problema mais grave do pronto socorro é espaço. E não tem onde assentar um tijolo. Restará investir em equipamentos. ´Sempre é bom estar com tecnologia de ponta. Mas acabará faltando espaço para a instalação. Aí, vão envelhecer nas caixas.
O estado cresce, a população cresce, cresce a demanda por saúde pública, diariamente, mas o Pronto Socorro João Paulo II, o maior do estado e a principal porta de entrada no Sus da Capital, não cresce um centímetro. Não tem para onde crescer mais. Só cresce alí, o desconforto, a humilhação de pacientes e funcionários e a inegável dedicação e desvelo dos trabalhadores da saúde da unidade. Do médico ao faxineiro.
O prédio que abrigava a Assembleia Legislativa, tantas vezes lembrado, pode ser uma alternativa de acolhimento do excesso de pacientes do João Paulo. Sem aluguel. Os R$ 11 milhões de Mariana fariam, ali, uma diferença real. Com esse recurso, o governo faria as adaptações necessárias para atender a parte clínica do João Paulo. Só não se entende porque essa ideia não avança.

Afinal, os leitos agora alugados para 60 pacientes, a R$ 665 por dia cada um, já estão ocupados. E aí, os novos doentes vão para o chão. Outra vez. E o Heuro, com planta nossa ou do ministério, não ficará pronto e equipado antes do fim do governo atual. E isso, se o gestor da saúde for dedicado à causa.
Então, onde gastar os R$ 11 milhões? Virarão pó, só em aluguel.
Fonte: noticiastudoaqui.com