Porto Velho está vivendo um novo ciclo de desenvolvimento e crescimento voltado para os bairros. E tendo como principais destinos de empreendedorismo e investimento, a Zona Leste e a Zona Sul da cidade.
Estas duas regiões suburbanas reúnem número expressivo dos bairros da cidade e, consequentemente, um contingente nada desprezível de consumidores de todas as classes sociais e econômicas, embora com predominância das classes média.
A Rua Amador dos Reis e a Avenida Jatuarana são os centros polos de consumo de mercadorias, produtos e serviços das duas regiões suburbanas. Mas nelas, se formam outros pequenos centros comerciais nos bairros de suas regiões.

A Amador do Reis é o polo central de diversos pequenos centros comerciais da Zona Leste ...

Assim como a Rua Jatuarana é para a Zona Sul.
Há cerca de 10 anos, essa dinâmica suburbana impulsiona um crescimento em quantidade e qualidade de bens e serviços ofertados. Empresas, lojas, escritórios e clínicas oferecem a mesma qualidade e conforto das congêneres da Região Central da cidade.
Até recentemente o centro de Porto Velho era a meca do consumo da cidade inteira. Agora não é mais. Já se ver consumidores do centro da Capital se abastecendo nas zonas Leste e Sul, por acharem mais vantajoso.
Antes, o centro da cidade dominava todas as atividades comerciais e de serviços. Era para lá que todos, de todos cantos da cidade, se dirigiam em busca de tudo: da telha ao sapato; do cabeleireiro ao remédio; do consultório à calça jeans. Do bom restaurante à comidinha da calçada. Da boa música à cervejinha do fim da tarde. Tudo era no centro.
Mas tudo isso vem perdendo importância desde que o centro da cidade teve seus espaços públicos degradados e invadidos pelo ‘comércio popular’ de camelôs e equivalentes. A complacência do poder público mais que qualquer outro fator, sentenciou de morte inúmeros negócios. A região tem, hoje, a maior oferta de espaços para alugar e vender da cidade.

A praça Jônatas Pedrosa, pela a Rua Rio Branco, foi destruída, no coração da cidade
Sem regras, sem fiscalização e sem controle, as mais belas praças da Capital de Rondônia foram tomadas por essas atividades informais. E no seu entorno, a presença de meliantes, drogados, doentes e moradores de rua, afugentando os consumidores e transeuntes.

Aqui, na Rogério Weber com a 7, era uma praça. Foi invadida.
O comercio de alimentação ambulante e de calçada que viceja na Avenida Sete de Setembro à noite, simplesmente desapareceu em função de roubos, furtos e arruaças. Após as 18 hs é até perigoso esperar condução nos pontos de ônibus. A via se transforma em um deserto.

A praça Jônatas Pedrosa, pela 7 de setembro
O atual governo municipal demonstra vontade de mudar esse quadro devastador da zona central e histórica da cidade.
Reformou o prédio do relógio e levou ao gabinete municipal para a cabeceira da Sete de Setembro. As melhorias que estão sendo feitas no complexo da Ferrovia Madeira Mamoré, área mais degradada, sinalizem vontade do gestor público de revitalizar o centro da cidade. É uma esperança para quem tem ali, seus investimentos.
Enquanto isso, as zonas Leste e Sul consolidam seus centros comerciais. Ali, o difícil é achar uma sala para alugar. Pouco a pouco as atividades e negócios vão tomando as vias transversais e paralelas.

O Shopping dos Irmãos Goncalves em construção na Leste ...

Tendo a Unisp na frente ...

E a igreja nos fundos, na Amador dos Reis
Brevemente a cabeceira da Amador dos Reis com a Rua Amazonas terá o segundo Shopping Center a cidade. E opções em salas de cinemas, praças de alimentação com restaurantes, lanchonetes, sorveterias, choperias, hamburquerias.
O consumidor encontrará também, hiper-supermercado, tabacaria, lotérica (franquia Caixa Econômica Federal), postos de atendimento do Banco do Brasil, Banco Postal, mini-agência dos Correios e Telégrafos além de dezenas de lojas de marcas da moda e infinidade de produtos. Tudo, em vitrines iluminadas e atraentes.

O processo de decadência não escolhe tamanho. O grande negócio, como o Hotel Vila Rica, ícone de passado recente, nem conseguiu se manter. E o empreendimento (do lado, de branco) do mesmo grupo, ficou inconcluso.

A pequena e charmosa Casa do Terno, também não aguentou. Está fechando no Centro Comercial da Capital. Falta o cliente que, outrora, tinha.
O quadro mudou e muito. No centro, toda semana um negócio fecha as portas. Na Leste e Sul da cidade, todo dia surge um novo negócio. E as grandes empresas e empresários bem-sucedidos, que começam pequenos, se multiplicam.
Só o Poder Judiciário do estado não acordou ainda para essa nova realidade. As duas regiões mais populosas da cidade e do município não contam sequer, com um cartório de registro civil.

Todo município de 10 mil habitantes tem, pelo menos, um cartório. A Zona Leste e Sul, com o dobro de Ji-Paraná, a 2º maior município, não tem.
Para registrar um documento ou fazer qualquer atividade judiciária, o cidadão da Zona Leste com mais de 200 mil habitantes, e da Zona Sul com mais de 150 mil habitantes, se ver obrigado a ir ao centro da cidade. Está faltando o Poder Legislativo atuar para ajudar mudar esse quadro. Os serviços públicos têm que estar onde está o cidadão.

A Rua Rio Branco foi totalmente tomada pelo comércio informal ,,,

E a praça Jônatas Pedrosa foi junto...

Restando somente a copa das palmeiras do que antes era cartão posta da cidade...

Que antes era assim

Fonte: noticiastudoaqui.com