Denúncias e trapalhadas desonram a Câmara de Vereadores de Porto Velho



Um pedido de autorização da Câmara Municipal de Porto Velho, encaminhado pelo prefeito Hildon Chaves, para um empréstimo de R$ 75 milhões na Caixa Econômica Federal, chegou no parlamento.

O dinheiro é para construir três escolas, uma delas, no Condomínio Cristal da Calama, com 4 mil moradias e cerca de 14 mil habitantes. Uma cidade. Outra parte dos recursos serão para obras de infraestrutura.

Durante essa semana os vereadores analisam a necessidade, a oportunidade e a conveniência de conceder a autorização ou não. São 21. E uma ótima oportunidade do toma-lá-dá-cá. Mais 4 já disseram não antes da votação. Costuma ser assim mesmo. É para valorizar o voto.

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É a nefanda e condenável conduta da maioria dos políticos brasileiros de, antes de prensar nos efeitos positivos da medida para a sociedade, perguntam primeiro: o que eu vou ganhar com isso?

Será duro explicar para os pais de milhares de crianças sem escola ou estudando distante de casa, porque lhes negaram o direito de ter uma escola no seu bairro. Vamos acompanhar. Estamos de olho.

Um instante de lucidez

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Importante registrar que, após tantas trapalhadas maldosas e até criminosas, a Câmara teve um instante de ‘estimulada’ lucidez: mandou para o arquivo o infeliz projeto de lei que obrigava colocar o nome de suas excelências, os vereadores, nas placas de inauguração das obras da Capital.

Mas essa atitude, só veio após os cidadãos caíram de pau sobre eles por todos os meios. O prefeito Hildon chegou a vetar a lei. Ficaram indignados e insistiram. Até o autor da merda, Márcio Pacelli, se quedou enfim, diante da reação pública.

Qual é a cara da Câmara?

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Com informações do jornalista Sérgio Pires, o Ministério Público está apurando denúncias que, se confirmadas, mostram a verdadeira cara de muitos dos vereadores de Porto Velho. A cara do crime, do roubo, do desvio, da corrupção.

Os fatos em apuração dão conta de um vereador que gastou 85 mil consertando carros; de outro que teria sido denunciado por “rachar” os salários de assessores com o próprio bolso; um terceiro, que teria apresentado notas frias na prestação de contas e um outro que teria gasto cerca de 15 mil reais da cota de gabinete, mas num mês em que não participou sequer de uma reunião ordinária.

Isso sem falar que nos meses em que estão de recesso – férias – gastam as verbas de gabinete como se o parlamento estivesse funcionado. Às vezes, gastam até mais que no período de atividades. Eles acham justo. Quem não acha isso correto é o eleitor. O patrão.

Fonte: noticiastudoaqui.com

 



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