Falta só 4 por cento para o Denit concluir a ponte sobre o Rio Madeira, na Ponta do Abunã, em Rondônia. Uma obra que já consumiu R$ 130 milhões e tem prometido sua inauguração para ainda este ano. Rondônia e Acre querem ver a conclusão e o trânsito liberado com a maior urgência.
Mas ainda tem um problema: a obra necessita mais de R$ 15 milhões para sua conclusão, que ninguém tem, para abrir a ponte ao trânsito. Trata-se da necessidade de terminar as chamadas ‘alças’, ou seja, cabeceiras, que está dependendo de decisões em Brasília.
O ministro Tarcísio Gomes no Ministério da Infraestrutura, vai se reunir com a direção do Dnit para resolver. Esperava-se que essa reunião ocorresse essa semana. Mas parece que a decisão vai continuar esperando.
Na alça do lado acreano, máquinas e homens estão concluindo a terraplanagem e preparando o terreno para o asfaltamento.
É no lado rondoniense, o problema aparentemente, não tem solução rápida. Uma alternativa seria fazer uma passagem provisória até a alça definitiva ficar pronta.
O risco é a terra do lado de cá não suportar esse tipo de ação e, numa eventual enchente, a ponte ficar isolada.
Aumentar o tamanho da ponte em mais 400 metros é a segunda opção e a mais correta, pois resolveria a questão. Só que, para isso, seriam necessários mais 15 milhões de reais. E isso não está previsto no orçamento da União.
Pior: mesmo que o dinheiro fosse liberado hoje, a obra do lado de cá do rio não ficará pronta antes do primeiro trimestre do ano que vem. Tudo indica que a inauguração não sai este ano. Já que as obras finais precisam de mais 6 ou 8 meses para serem concluídas.
Isso sem falar que a ponte do Abunã não terá iluminação. Pelo menos ela não está programada no projeto original.
A ponte sobre o Madeira no Bairro da Balsa, em Porto Velho, que nos liga à BR 319 e ao Amazonas, custou 200milhões de reais e, também, não tem iluminação.
Temos duas das maiores usinas hidrelétricas do Brasil. Uma delas, a Santo Antônio, tem vista panorâmica de cima da ponte. A outra, a Jirau, fica exatamente na Ponta do Abunã. Mas as duas pontes não contam com iluminação, embora a rede de distribuição passe ao lado delas. Um desafio para a classe política de Rondônia.
Fonte: noticiastudoaqui.com
Com informações de Sérgio Pires e portais de notícias