O governo federal autorizou a participação de militares no dia 23 de agosto.
As Forças Armadas começaram a atuar no combate às queimadas na Amazônia no último sábado (24), em Rondônia, segundo o Ministério da Defesa. A ação também já foi iniciada no Pará, segundo informações do Exército. Desde terça-feira (27), militares apagam fogo em Altamira (PA) e Marabá (PA).
Todos os nove estados da Amazônia Legal aceitaram a ajuda oferecida por meio de decreto presidencial de Garantia de Lei e Ordem (GLO). No entanto, na maioria deles, a atuação nas florestas ainda não começou. Nesses casos, militares têm se reunido com bombeiros estaduais e oferecido treinamento. No Maranhão, Amapá e Roraima, a atuação das forças será preventiva por enquanto (veja detalhes sobre a ação federal em cada estado mais abaixo).
Os incêndios na Floresta Amazônica se tornaram preocupação internacional. Em 26 dias de agosto, satélites do Inpe registraram 26.795 focos de queimadas, superando a média dos últimos 21 anos. A agência espacial americana (Nasa) disse que 2019 é o pior ano de queimadas na Amazônia brasileira desde 2010.
Entenda como está funcionando o combate às chamas em Rondônia:
1. Comando da Operação
O governo estadual já havia iniciado a Operação Jequitibá, na última sexta-feira (23), para combate a focos de incêndio em várias partes do estado, principalmente no parque Guajará-Mirim.
Na segunda-feira (26), a 17ª Infantaria de Selva assumiu o comando da operação, que passou a se chamar Verde Brasil. O foco do trabalho passou a ser a reserva de Jacundá. Criada em 2004, a área de proteção federal fica a cerca de 100 km de Porto Velho.
2. Acampamento e trabalho no solo
No sábado, o Exército começou a montar um acampamento dentro da reserva Jacundá. A ação tem apoio dos Bombeiros e do Prevfogo (centro nacional de combate a incêndios florestais do Ibama). O Ministério da Defesa não informou quantos militares foram deslocados para essa operação.
Cerca de 900 pessoas participam de combate a queimadas em todo o estado, entre militares, bombeiros, agentes da Força Nacional e servidores do Ibama.
No solo, o combate às chamas é feito com abafadores e as chamadas bombas costais, munidas de borrifadores de água (os bombeiros colocam o equipamento nos ombros e jogam água nas áreas incendiadas). Esse trabalho é complementado com a ação de aeronaves da FAB.


3. Uso de aviões da FAB
Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) começaram a despejar água em queimadas de Rondônia no sábado. Um vídeo divulgado pelo Exército Brasileiro nesta quarta-feira (28) mostra um avião do Corpo do Bombeiros jogando água também sobre uma queimada na Terra Indígena Tenharim Marmelo, na divisa entre Rondônia e Amazonas.
As aeronaves são do modelo C-130 Hércules, têm equipamento composto por cinco tanques de água e dois tubos que projetam pela porta traseira do avião, podendo carregar até 12 mil litros de água.
Duas piscinas foram montadas dentro do aeroporto Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho, para abastecer esses aviões. Caminhões-pipa do Exército levam água até essas piscinas, que depois é transferida às aeronaves, assim que elas pousam no local.

Fonte: G1