Porto Velho, RO – O Terminal Municipal de Integração construído no governo do ex-prefeito Mauro Nazif, agora, foi transformado em abrigo para algumas pessoas em situação de rua. No local, pode ser visto um grande acumulo de peças de roupas guardadas, cobertores, caixas de papelão, sacos com utensílios e até mesmo colchões. Outra questão apontada é a falta de limpeza do local com abrangência em quase todo o Centro Histórico, além da zona ribeirinha da Capital.
Além da presença de desocupados no entorno do antigo Shopping Popular, a área onde funcionou o terminal de ônibus também foi totalmente ocupada por moradores de rua e dependentes químicos ‘expulsos’ pela Prefeitura com ajuda de policiais da região do Mercado Central, bastante visitado por turistas e pela população local.

Além dessa parte desfavorecida da população, os principais pontos de ocupação no Centro Histórico de Porto Velho são atribuídos ao comércio nas calçadas, bares e casas de drinks 24 horas (onde mulheres fazem trottoir rotineiro) que funcionam em recintos fechados no Cai N’Água e Baixa da União. Principalmente, no entorno do anexo do prédio do TRE, Mercadão do Peixe, Feira da SEMAGRIC (Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e nas calçadas dos fundos da sede do Ferroviário Esporte Clube.
Com a ocupação total das instalações do antigo Terminal dos ônibus, segundo antigos moradores locais, ‘a situação vem se arrastando ao menos três anos’. E piorou depois da decisão do prefeito Hildon Chaves em ‘desativá-la sob a promessa de revitalizá-la para dar lugar a um moderno shopping popular aos antigos e novos permissionários’.
As intervenções em logradouros públicos da cidade por parte da atual gestão municipal, na opinião do Presidente em exercício da Associação Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASFEMAM), George Telles de Menezes, 59 anos, ‘tem se notabilizado em anunciar obras sob a chancela de emendas parlamentares’. Ao final das promessas, ‘as ordens de serviço, como o fornecimento de licença de execução das obras, nunca são dadas, efetivamente’.
Além do antigo terminal de ônibus, outras intervenções em logradouros públicos sob a responsabilidade do município também vêm sendo postergadas na área e no entrono do Centro Histórico da Capital. Segundo atestou a Reportagem de o CORREIO DE NOTÍCIA, o novo perfil urbanístico que seria dado à cidade com o novo prefeito, ‘até agora não aconteceu para alegria da população, visitantes e turistas que ainda acorrem ao nosso Centro Histórico’, assinala Carioca.

Com relação à retirada de moradores de rua, dependentes químicos e uma parcela muito grande de supostos desocupados do Terminal de Integração, comerciantes e membros das famílias tradicionais – como a do clã do ativista ferroviário Carioca – ‘defendem que a retirada deles das ruas do centro e dos logradouros públicos deva acontecer por bem ou mal’. Além da espontânea vontade ou por força de um ato de ordem pública e social, como aplicada pelo presidente Jair Bolsonaro contra incendiários das florestas na Amazônia’.
As ocupações das vias centrais e logradouros públicos por moradores de rua, segundo especialistas ligados a órgãos de assistência social da Prefeitura, vem acontecendo ao longo dos anos. Porém, se tornaram recorrentes desde que o antigo Terminal de Integração Municipal foi desativado no início da gestão do prefeito Hildon Chaves. Favorecendo, também, essas ocupações consideradas ilegais, ‘terrenos baldios, prédios abandonados, além das praças Marechal Rondon (no largo do Fórum Criminal ou Praça do Baú), Jonathas de Freitas Pedroza (construída em homenagem ao ex-governador do Amazonas), Monumento aos Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, bem como hospedados sob dezenas de marquises e calçadas do centro da cidade, completa George Telles de Menezes.

Fonte: Correio de Noticia