Estamos na merda!



 

Os poderes de Rondônia se comprazem na produção de notícias demagógicas. Por incrível que pareça, dão tal destaque a informações que não levam a nada, que até esquecem de quantas graves mazelas sociais e infra estruturais sofre o povo de Rondônia. E, em especial, os da Capital do estado.

Vejamos: o Tribunal de Contas alardeou uma economia de R$ 30 milhões resultante da altruísta renúncia da construção de mais espaço para abrigar os conselheiros e servidores da Corte. Supostamente destinado a ajudar o governo do estado na construção do novo (o segundo) projeto do Heuro, o hospital de urgência e emergência substituto do velho e decrépito Pronto Socorro João Paulo II.

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A Assembleia Legislativa também trombeteou a economia de outros R$ 30 milhões à custa do ‘sacrifício’ dos senhores deputados que tiveram que aceitar cortes em diversas despesas, para que, assim, pudessem também colaborar com a materialização do Heuro anunciado pelo governo. Mas não darão todo esse valor. Uma parte será destinada aos municípios. Afinal é ano eleitoral. E quem tem prefeitos, tem cabos eleitorais qualificados.

Agora chegou a vez do governo de Rondônia alardear dois grandes feitos: uma economia de R$ 300 milhões nas licitações realizadas ano passado e um superávit de outros R$ 300 milhões para iniciar a gestão de 2020. O tesouro estadual, ao que parece, está bamburrado. E o que será feito com todo esse dinheiro e um orçamento estadual de R$ 8,5 bilhões zeradinho?

Para não ficar só na falácia, bom será que o governo do estado, já no segundo ano de mandato, até agora inócuo, mostre transparentemente, quando e para onde vão esses valores economizados e previstos no orçamento.

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A China está construindo um super-hospital em 10 dias. Há 10 anos tentamos construir o Heuro. Já se jogou dinheiro no esgoto da incompetência e má vontade em estudos, projetos e fundações com colunas levantadas e agora, abandonadas, descartadas. Não servem para o segundo projeto em gestação e com novo modelo de contratação.

As estradas estaduais reclamam mais ações e recursos que o valor economizado. Os deputados estão perdendo a paciência. São raivosamente cobrados em suas bases. Há quem afirme que o silêncio até agora, é fruto de acordos com a Casa Civil. Mas a reconquista de votos que estão se perdendo, se coloca acima dos acordos.

Os municípios reclamam apoio que tiveram no passado e lhes foi tirado. Suas estradas carecem mais do que o dinheiro do Fitha. Afinal, o estado é os municípios. É neles que as pessoas moram, trabalham, geram empregos, renda e impostos para os cofres públicos.  

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Os hospitais regionais de Ariquemes e Guajará Mirim, o Palácio das Artes em Porto Velho e o teatro de Ariquemes, o restaurante popular da Zona Leste da Capital e espaço próprio para as festividades populares como carnaval e flor do maracujá, são somente exemplos que pedem socorro. Obras que se arrastam vencendo todos os prazos prometidos e paciência.

Isso sem se falar da vergonha das vergonhas: a humilhação constante na mídia nacional, como ontem no programa ‘Câmera Record’, de rede de televisão, mostrando para o mundo que Porto Velho, a Capital de Rondônia vive, literalmente, mergulhada na merda. E que seus habitante bebem água contaminada por essa mesma merda. E pior: ainda estamos matando o Rio Madeira, um dos 10 maiores do mundo. É mole ou quer mais?  

Então, chega de demagogia e hipocrisia. Passa da hora dos poderes, liderados pelo governo estadual, demonstrarem à sociedade rondoniense, que estão unidos não só em fazer economias pontuais. Mas em dar solução definitiva aos graves problemas que a população enfrenta.

Hospitais, saneamento básico, estradas e água tratada nas torneiras, principalmente da Capital, é um bom começo. Demonstrando com ações claras, a capacidade de realizar. E dizer como e quando.

Passou da hora de sair do imobilismo.

Fonte: noticiastudoaqui.com    

 



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