Vídeo



PORTO VELHO – No último dia 4 de maio – antes, portanto, da votação na Câmara de Vereadores de Porto Velho que autoriza a entrada das OSs na administração da Saúde da capital -, a promotora de Justiça Emilia Oiye, fez uma explanação na Assembleia Legislativa de Rondônia demonstrando preocupação com o assunto e fazendo alguns alertas. Em sua fala, a promotora citou que o ex-colega de Ministério Público e de Promotoria Pública da Saúde, atual prefeito Hildon Chaves não consegue atingir os fins que se propôs e se eleger prefeito da capital.

Ela disse que, independente de amizade, não gostar de debates e atua de forma técnica e silenciosa. “Sem deixar de mostrar minhas convicções e minha paixão que é o SUS, porque trabalho em defesa dele”, disse. “Fico indignada com o marketing que chega a ser infantil e ingênuo, a população não acredita, pois mostrar uma UPA superlotada e um hospital vazio com balcão bonito… não foi perguntado quem quer privatizar… é obvio nós queremos um hospital sem fila”, comentou. “A foto tenta enganar quem está ali na sua mais legitima vontade de ver a saúde acontecer”, completou.

Na ocasião, a promotora disse também da tentativa de engodo em comparar as OS’s com a missão das irmãs Marcelina que vivem em voto de pobreza e total dedicação. “Por mais que dizem que OS’s não tem fins econômicos, a direção executiva tem salários que serão aprovados por eles mesmos”, disse. “Por outro lado, quando se fala em terceirização, nós sabemos que é uma das fontes que mais facilita o desvio de dinheiro até pela dificuldade de se fazer um controle”, complementou. “Fazer uma audiência pública ás pressas, escondido, querendo fugir do debate torna nula essa audiência”, enfatizou.

Notícias no WhatsApp
Receba as notícias de Porto Velho e Rondônia no seu celular.
Entrar no grupo

A promotora foi para a audiência para ouvir a Semusa, alegou que somente o lado insatisfeito se fez presente e questionou o que foi feito pelo poder executivo para melhorar a saúde de Porto Velho. “Se o gestor não conseguiu fazer nada de positivo… Eu vou às unidades de saúde e só não saio mais do meu gabinete pelo excesso de processos”, disse.

Na audiência, a promotora enalteceu a coragem e presença de três vereadoras que confrontam a maioria que apoia o prefeito e alertou que os vereadores devem aprovar a lei que dá condições para as ações do MP ter seus pedidos aceitos e evitar repassar ao MP e ao Poder Judiciário tomar as medidas cabíveis, porque isso às vezes leva anos.



Noticias da Semana

Veja +