Hesitação que compromete



 

As frequentes vacilações patrocinadas por membros da equipe do governador Marcos Rocha não servem apenas para marcar na opinião pública uma imagem desfavorável do governo. Elas se prestam, também, para levar à população à insegurança e à perplexidade. Algumas decisões tomadas pelo secretário de saúde, especialmente no que se refere ao combate à pandemia do coronavirus, embora não sejam exemplos isolados, revelam falta de convicção - para não carregar no substantivo.

A contratação de um hospital particular pelo governo, por meio da SESAU, para prestar atendimento a pacientes contaminados pelo coronavírus, acabou na Justiça, transformando em pesadelo o sono de muita gente. Longe de mim, contudo, pretender apontar o dedo na direção de quem quer que seja, mas é preciso que as coisas sejam devidamente esclarecidas e resolvidas, até para que se não pairem dúvidas sobre a conduta de auxiliares, o que, em tese, compromete a imagem proba do governo.

Tratar como responsabilidade e transparência os recursos públicos foi um dos compromissos de campanha do candidato e, hoje, governador do estado, Marcos Rocha. E não poderia ser diferente, independente de quem esteja sentado na principal cadeira do palácio Getúlio Vargas. É claro que, como qualquer normal, o governador não pode controlar todas as áreas de conhecimento, nem é essa a expectativa da população, mas ela tem o direito de exigir dele e de sua equipe de colaboradores um mínimo de coerência e firmeza nas decisões.

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Sem isso, evidentemente, disseminar-se-ão no seio da sociedade mais que o sentimento de impotência e descrédito, à insegurança e à perplexidade, que em nada ajudará o governo na busca de soluções para os muitos problemas crônicos – e graves, como é o caso do coronavirus – contra os quais a população se debate.

Por Valdemir Caldas



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