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Hoje, dia 25 de setembro, Rondônia foi sacudido pela prisão provisória de quatro prefeitos. Dois deles, de duas das maiores cidades do estado. Dois deles, vinculados indiretamente, com o parlamento estadual.
A prefeita Glaucione Maria Rodrigues Neri, casada com o ex-deputado Daniel Neri que perdeu o mandato por conduta criminosa e está com os direitos políticos suspensos. Mas todos em Cacoal, a 3ª maior cidade do estado, sabem que ele, por trás dos panos, manipulava a simpática e bem avaliada executiva do município.
A prefeita Lebrinha, Gislaine Clemente, de São Francisco do Guaporé, é filha do deputado estadual Lebrão, político respeitado e prestigiado no Vale do Guaporé que, agora, passa a carregar o peso pelo comportamento da executiva municipal. E a desconfiança do eleitorado, por ser flagrado em vídeo recebendo propina.
Marcito Aparecido Pinto, prefeito de Ji-Paraná, a segunda maior e pujante cidade de Rondônia, com sonho de um dia vir a ser a Capital, executivo bem avaliado que carregava a imagem de homem sério e competente, tomba diante das provas da Polícia Federal.
Luizão do Trento, Luiz Ademir Schock, é o chefe do executivo de Rolim de Moura, cidade de dois ex-governadores e ex-senadores – Valdir Raupp e Cesar Cassol – além do também ex-senador Expedito Junior. Todos estes foram cassados por atos de corrupção. E Luiz que se livrou de um afastamento do cargo determinado pela Justiça, voltou para completar o serviço criminoso que executava como prefeito do município. E foi encontrado com R$ 5 milhões em dinheiro dentro de casa.
Dois destes quatro personagens têm em comum, além da corrupção que os integra, a imagem de executivos competentes e reconhecidos pelos cidadãos dos seus municípios. Glaucione, de Cacoal e Marcito de Ji-Paraná, são candidatos à reeleição apontados com grandes chances de vitória diante dos seus oposicionistas.
Claro que, agora, tudo muda. É provável que seus partidos já estejam pensando em outros nomes para substitui-los dada o peso das acusações e o que a Polícia Federal encontrou para consolidar uma prisão provisória. Ou seja, sem prazo para sair da cadeia.
É por estas e outras, que rola nas redes sociais um vídeo clamando aos Congresso Nacional e ao apoio dos brasileiros, por uma lei anticorrupção com 10 medidas exemplares. Só com medidas duras como as sugeridas, talvez se possa reduzir o ambiente em favor do crime que os corruptos encontram na política brasileira.
O povo rondoniense, mais uma vez envergonhado, repudia essas práticas criminosas que tiram o pão da boca de quem fome, o remédio do doente, a água da torneira seca e o leito de hospital para tantos que morrem, todos os dias, de Covid-19. Isso, entre outros prejuízos coletivos. E em plena Pandemia do novo coronavírus.
É um comportamento hediondo e sem perdão.
Veja no vídeo abaixo:
Fonte: noticiastudoaqui.com
