As razões de a candidata Cristiane Lopes ser chamada de ‘desinformada’ nas redes sociais



 

Dois vídeos divulgados no programa eleitoral da candidata a prefeita de Porto Velho, Cristiane Lopes (PP), tiveram repercussão negativa nas redes sociais. Ela falou da situação do Instituto de Previdência e Assistência Municipal (Ipam) e demonstrou não saber o que está acontecendo na instituição. O resultado é que acabou sendo chamada de desinformada, pois como vereadora deveria fiscalizar os atos da prefeitura.

No primeiro vídeo a candidata cita a vergonhosa situação do prédio do Ipam, um lugar insalubre, onde os servidores sofriam. As cenas mostram o edifício deteriorado. Teria sido algo para ganhar pontos com o eleitor, mas acontece que a prefeitura mudou o instituto de endereço há alguns meses, funcionando hoje em um ambiente moderno onde a ergonomia é observada.

Nas redes sociais os internautas não perdoaram, postando fotos da fachada do Ipam, que funciona no antigo shopping, em frente ao local onde funcionava o hotel Vila Rica. A candidata, então, foi chamada de “desinformada”, pois demonstrou não saber que o instituto havia mudado de endereço. Como vereadora ela deveria ter fiscalizado essa mudança, para saber se o servidor seria melhor atendido no novo local.

Notícias no WhatsApp
Receba as notícias de Porto Velho e Rondônia no seu celular.
Entrar no grupo

Veio então o segundo vídeo, aparentemente para consertar o primeiro, mas a emenda ficou pior do que o soneto. A candidata disse que a prefeitura estava gastando R$ 600 mil por ano com aluguel, enquanto deveria ter reformado o prédio próprio. Aquele mesmo que ela havia mostrado na primeira gravação, deteriorado.

Então começou nas redes sociais o “desinformada 2”. Isso porque é algo lógico retirar os servidores de um prédio para depois executar a reforma. Então teria que ser alugada uma estrutura para isso. Ficou parecendo que Cristiane Lopes reformaria o prédio com os funcionários lá dentro. O contrassenso ficou visível.

Apareceram mais informações, depois disso. O prédio está condenado pela defesa civil. Não há como alargar as estreitas escadarias nem implantar um sistema de combate a incêndio. É preciso avaliar as fundações, cavando ao lado do edifício, para saber se é possível recuperar alguma coisa ou se a solução é demolir. Como fazer isso sem colocar o instituto para funcionar em outro lugar?

As alegações que desqualificam o segundo vídeo não param por aí. Foi mostrado que a prefeitura já destinou um terreno para a construção da nova sede própria do Ipam. Fica próximo onde funcionava a antiga, à rua Venezuela. Isso acabou reforçando a pecha de “desinformada 2”. Como se sabe, construir um prédio pública demora anos. É preciso licitar, há fiscalização e geralmente os órgãos fiscalizatórios param a obra em diversos momentos. Não é possível deixar os servidores do instituto ao relento durante esse período. É preciso alugar um local.

Vale lembrar que o aluguel do prédio onde funcionava o antigo shopping não aconteceu de uma hora para outra. Houve outras tentativas de alugar imóveis, até que foi encontrado um. O processo foi público. Onde estava a vereadora que não viu isso, enquanto fiscalizada a prefeitura?

Assessoria 



Noticias da Semana

Veja +