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Porto Velho, RO - O deputado federal Lúcio Mosquini (MDB) protagonizou no último sábado um verdadeiro atentado à saúde pública da cidade de Jaru, ao financiar, ao lado de seu candidato à reeleição, Júnior Gonçalves um arrastão com quase mil pessoas. A situação é digna de uma ação enérgica, mesmo que tardia, do Ministério Público Eleitoral, que parece não ter visto a multidão desfilar livremente pela cidade.
O fato já vem sendo chamado na cidade como o ´Arrastão Covidão´, pois em plena pandemia, as aglomerações em número maior que dez pessoas continuam proibidas pelo Decreto de Calamidade Pública contra a pandemia do Coronavírus. Jaru é um dos municípios que ainda encontram-se na fase III da pandemia e logo a Prefeitura está obrigada a seguir as normas de distanciamento social.
Não foi o que se viu. O prefeito da cidade foi o primeiro a quebrar as regras, andando sem máscara, abraçado a correligionários, indo totalmente contra as normas que ele como gestor principal deveria cumprir e exigir cumprimento. A ação se compara a um verdadeiro Coronafest e que pode levar à infecção de várias pessoas e levar o município a voltar para fase II ou fase I, o que decerto seria péssimo para a economia da cidade.
Há que se relembrar o grau de hipocrisia do deputado federal Lúcio Mosquini, aquele mesmo que logo no início da pandemia gravou um vídeo de sua fazenda, em março de 2020, e pedindo para as pessoas “ficarem em casa”. Enquanto ele pede para o povo ficar em casa, ele sai às ruas, junto com o prefeito, colocando em risco a saúde da população para fazer politicagem.
A oposição já está preparando um farto material com imagens e filmagens sobre o evento e exigir uma punição exemplar ao parlamentar e ao seu pupilo prefeito.
A propósito, o prefeito Júnior Gonçalves publicou no último dia 4 de setembro de 2020 o Decreto 12753/GP/2020 impondo uma série de restrições à população, dentre elas o distanciamento social controlado entre pessoas e limitação do número de pessoas em eventos. O Decreto parece que não valeu para o prefeito, pois o Arrastão Covidão quebrou todas as regras estabelecidas por ele mesmo.
O Decreto está em vigor e, portanto, ele deve responder nas formalidades da Lei pela desobediência ao Decreto Estadual.

Fonte: O Observador
