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O mundo, definitivamente, não é mais o mesmo de antes da Pandemia do novo coronavírus. Parece que mergulhamos num túnel do tempo e, ao sair dele, nos deparamos com outra realidade à qual temos que nos adaptar. Muita coisa mudou e melhorou. Até no ambiente da política.
Vimos que nas atividades humanas, públicas ou privadas, as transformações já são tantas que mal temos tempo para acompanhar as principais mudanças.
O trabalho home office, por exemplo, que existia como uma esquesitice da legislação trabalhista, se consolidou como alternativa laboral geradora de maior produtividade e menor custo. As empresas e os governos vêm exaltando a economia obtida decorrente desta prática imposta pelo ambiente pandêmico que ainda assola o mundo. É, agora, uma nova onda em expansão e aperfeiçoamento.
Os poderes executivo, parlamentar e judiciário e os seus órgãos complementares e assessórios, descobriram e aprovaram as audiências online. Os conglomerados econômicos e financeiros estão na mesma onda. Os ambientes de ensino em todos os níveis, aceleraram as aulas à distância, sem barreiras e sem fronteiras. Com gritante economia em espaços, pessoal e custeio.
Até o meio cultural desenvolveu os grandes shows e espetáculos com plateias de milhões, através dos celulares em todos os pontos do planeta. Feiras de negócios, congressos e seminários, se realizam pelas ondas da Internet, com grandes audiências, maiores do que as feitas com presença física.
As pesquisas dos últimos dias indicam que as vendas do Black Friday serão maiores pelo comércio online que pelas lojas físicas. E mais: apesar da Pandemia, dos 14% de desempregados e dos 25% dos pobres de marrédeci, as vendas serão maiores que nos anos anteriores à covid-19. Não é uma coisa fantástica?
Na política, principalmente no processo da campanha eleitoral que se encerra no próximo domingo, dia 29, as indagações que se fazia de como seria a campanha no meio da Pandemia? Sem reunião, sem comício, sem isso nem aquilo? Com distanciamento social, álcool em gel e máscara? Como o eleitor iria conhecer os candidatos e fazer sua escolha?
Pois bem, tudo isso foi respondido no trafegar da carga de abóboras. Elas foram se arrumando e se acomodando pela necessidade. E as eleições aconteceram no 1º turno e caminham para a finalização no segundo turno do próximo domingo.
Não é uma coisa espantosa tirar mais de 113 milhões de pessoas das suas casas para votar, sabendo direitinho em quem confiar suas esperanças? E com somente 34% de abstenção?
É o que todos faremos no próximo domingo, pela segunda vez, neste pleito eleitoral de 2020 para prefeitos e vereadores. Agora, só para prefeito.
A vacina está chegando e logo terminaremos a travessia desse túnel escuro que ainda nos assombra. Mas, veja, que mundo novo e fantástico está nos sendo oferecido e o quanto evoluímos em menos de um ano.
Tudo bem que ainda temos grandes desafios. Desigualdade social, desemprego nas alturas, intolerâncias diversas, pobrezas extremas, corrupção sistêmica e muita gente ruim em postos de comandos. Mas cada batalha a seu tempo. Vamos superando cada uma. Ainda persiste a esperança em um mundo mais justo e melhor.
Osmar Silva – Jornalista diretor/editor do noticiastudoqui.com – Presidente da Associação da Imprensa de Rondônia-AIRON e da Federação Nacional dos Comunicadores Seccional Rondônia-Fenacom
