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Um enorme assoreamento foi aberto em área de Preservação Permanente, levando uma grande quantidade de terra para o rio.
Segundo informação preliminares, a Odebrecht empreendimento Bairro Novo Porto Velho ao realizar obras de drenagem, que passa por um dos condomínios do Bairro Novo e desagua em uma Área de Preservação Permanente- APP, deixou de construir barreira de contenção e escada hidráulica para evitar assoreamento e degradação ambiental.
Pelo apurado, no ano de 2016, o Empreendimento Imobiliário Bairro Novo S/A foi informado pelo gestor do condomínio a respeito de um desmoronamento de terra e manilhas de drenagem voltada para uma APP- Área de Preservação Permanente. O engenheiro responsável pela obra reparatória, no início do ano de 2017, providenciou novas manilhas resolvido, parcialmente o problema.

A imagem do local mostra uma manilha ao centro, sem parede de contenção ou escada hidráulica, e uma grande cratera com manilhas lançadas pela força da água.
O condomínio foi informado que o motivo do desbarrancamento seria a ausência de construção de fundo de drenagem ou barreira de contenção com escada hidráulica para diminuir a carga ou pressão do curso d’água, com a diminuição da velocidade de escoamento.
Preocupados, os gestores do condomínio tomaram todas as medidas, protocolando, ainda em julho de 2020, requerimento na Divisão de Drenagem pluvial, da Secretária Municipal de Infraestrutura Urbana e Serviços Básicos – SEMISB, que nenhuma providência tomou.

A imagem do local mostra uma manilha ao centro, sem parede de contenção ou escada hidráulica, e uma grande cratera com manilhas lançadas pela força da água.
A imagem do local mostra uma manilha ao centro, sem parede de contenção ou escada hidráulica, e uma grande cratera com manilhas lançadas pela força da água.
O assoreamento provocado por ausência de escada hidráulica de drenagem, que permite a diminuição da velocidade de escoamento da drenagem, além de provocar o desmonte das manilhas conduziu um grande volume de terra e lama para o rio, causando a morte de peixes nativos e “tragando” boa parte do muro do condomínio.

Nas imagens fornecidas pelos gestores do condomínio apontam para canos de esgoto que apareceram após o desbarrancamento.
Na imagem é possível perceber que o muro de um dos condomínios foi tragado pelo desbarrancamento provocado pela violência das aguas de drenagem.
“Com a demora de medidas reparatórias e de contenção, a cratera aberta, devido má prestação de serviço, por parte do Bairro Novo, que após a ciência do vício oculto deixou de agir, muitos moradores das proximidades correm riscos”, afirmou o síndico do condomínio.
Nossa equipe de reportagem, visitou o local e constatou que além do crime provocado, por intervenção do empreendimento, com obras de drenagens defeituosas, há possível canos de escoamento de esgoto, para o rio da área de Preservação Permanente: “Como vocês podem ver aquele cano é ligado a está tampa de esgoto e infelizmente há pouco tempo o Ministério Público obrigou o bairro Novo a construir uma nova estação de tratamento de esgoto achando que a mesma estava transbordando, porém com o assoreamento e desmoronamento do muro ficou evidente que a contaminação não decorre da ETE, mas sim de canos clandestinos que o Bairro Novo lançou no rio, é lamentável”, indignou-se o morador Amarildo.
“Havia cano clandestino lançando dejetos no rio, em área de conservação permanente e nós não sabíamos que o Bairro Novo era capaz de fazer uma coisa desta. Nossa sorte é ter um sídico advogado e dedicado aos nossos direitos”, afirmou um morador.
Na imagem é perceptível o dano causado assim como os riscos que correm os moradores das proximidades do assoreamento.

Na imagem é perceptível o dano causado assim como os riscos que correm os moradores das proximidades do assoreamento.
“Já tomamos todas as medidas que deveríamos tomar e estamos inquietos e temerosos com o que pode acontecer com a demora das autoridades e responsável”, afirmou o morador Amarildo.
O condomínio aguarda decisão de tutela de emergência da 2a Vara de Fazenda Pública, dede o dia 2/12/2020, para conter o desbarrancamento e garantira segurança dos moradores:
“Acreditamos que o Poder Judiciário de Rondônia assegurará, aos moradores do Condomínio os direitos garantidos na Constituição Federal, bem como resguardará o maior bem da humanidade que é a natureza”, informou o síndico do condomínio.
Fonte: Brasil364
