Mensagem do governador Marcos Rocha aos rondonienses



Está viva na memória de cada um a transição para a realidade de hoje, desde o velho território federal, sofrido e sem recursos para abertura de estradas e a construção de cidades urbanisticamente bem planejadas

 

O Estado de Rondônia, cuja instalação aconteceu em 4 de janeiro de 1983, caminha celeremente para sua quarta década de vida, com o inabalável propósito de ser um dos mais prósperos do País.

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Eu já disse outras vezes e volto a afirmar que antes e depois dos ciclos da borracha e das hidrelétricas do Rio Madeira, Rondônia já fazia jus à designação de “terra de oportunidades”.  

Somos fortes na agricultura, na agroindústria, na piscicultura, no minério e na floresta em pé. Em tão curto espaço de tempo, desde a criação, seríamos talvez exceção, se comparados com tradicionais estados produtores brasileiros.

Se, em 1979, o vendedor de alho se agachava no chão da casa de madeira, em pleno centro de Ji-Paraná, para vender sua produção, hoje, Rondônia e a Bolívia desfrutam do único porto alfandegado da região para exportar grãos e outras riquezas.

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Todos sabem que a força de milhares de migrantes foi decisiva para o povoamento desta parte da Amazônia Brasileira. A coragem e o querer da força migratória resultaram em diversas frentes de luta e trabalho que sucederam no atual contingente de 1,78 milhão de habitantes.

A pujança não tem marca única, senão, a marca característica de todos os que aqui viviam e dos que escolheram esta terra para viver e prosperar.  

Eu os homenageio, da mesma forma que também reconheço e reverencio famílias mais antigas das barrancas do rio, gente que aqui cresceu desde os tempos do Território Federal do Guaporé, nos idos de 1940.

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Esses migrantes chegavam em longas viagens de ônibus e de caminhões que na maioria das vezes duravam mais de uma semana. Os governadores os recebiam de braços abertos. Dois deles, os coronéis Humberto da Silva Guedes e Jorge Teixeira de Oliveira conheceram de perto algumas famílias, no portal de entrada em Vilhena. 

Migrantes que vieram contar suas histórias vividas em seus estados de origem, e aqui ouvirem histórias dos nativos em Porto Velho e de indígenas tradicionais que também se ombrearam a fazer a sua parte na epopeia da construção.

Uns foram vistos de novo, quando levavam seus produtos para a venda nas feiras-livres das cidades, outros, anonimamente, deram sangue, suor e lágrimas no anonimato das matas.

Passados 39 anos, muitos daqueles que se fixaram no campo e na cidade, aqui comemoram a instalação do Estado. Muitos já nos apoiam na reposição da floresta derrubada entre os anos 1970 e 1980, porque percebem na reposição de espécies nativas o exato sentido da conservação amazônica. 

De Machadinho d’Oeste até às margens do Rio Cautário, na faixa de fronteira Brasil-Bolívia, construímos quilômetro a quilômetro uma nova realidade. Brevemente, nossos filhos e netos entenderão que Rondônia é mesmo um Estado especial. 

Está viva na memória de cada um a transição para a realidade de hoje, desde o velho território federal, sofrido e sem recursos para abertura de estradas e a construção de cidades urbanisticamente bem planejadas.

O 4 de janeiro também permanece na história, pois serviu para nominar um populoso bairro da Capital rondoniense, o que é motivo de contentamento para todos. 

Comemoremos esta data.

Vêm de longe, pelejas e tratativas para a chegada do vitorioso Estado. Antes dos coronéis Humberto Guedes e Jorge Teixeira, plantando as bases e criando municípios, tantos outros sonharam com o dia hoje lembrado: na verdade, o primeiro governador, coronel Aluízio Ferreira já falava no Estado, e da mesma forma, o coronel Paulo Nunes Leal, precursor da grande rodovia ligando o Centro-Oeste Brasileiro à Amazônia.

Se a saúde pública já era prioritária desde o início da minha gestão, atualmente avançou mais. No atual aniversário de instalação do Estado de Rondônia, governamos sob o impacto da pandemia mundial do novo coronavírus, agora, na expectativa de iniciarmos este ano, o plano de imunização, com a aplicação da vacina em toda a população.

Quero ressaltar o empenho de nossas equipes no fomento ao trabalho rural, à regularização de terras em diversos municípios, e à obtenção de renda para famílias em situação de vulnerabilidade. Nosso cuidado com os distritos da Capital não se limitaram à saúde e à educação, mas à segurança, ao transporte e à infraestrutura urbana. Fizemos e ainda vamos fazer.

Não se trata de um discurso de simples promessas, mas da confirmação de compromissos com os quais sonhamos e colocamos em prática, graças ao esforço conjunto de nossas equipes de planejamento, finanças, controladores de gastos e investimentos, e muito mais, da contribuição de cada rondoniense pagador de impostos.

Viva o Estado de Rondônia, viva o povo deste glorioso Estado!

CORONEL MARCOS ROCHA

Governador do Estado



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