Prefeitura a Capital descredencia hospital em plena pandemia e fica devendo mais R$ 2 milhões



 

Acreditem, quem quiser! Em plena pandemia da Covid-19, a Prefeitura Municipal de Porto Velho descredenciou, nesta segunda-feira (25), um hospital particular que atendia os servidores públicos municipais de Porto Velho, através do plano de saúde do Instituto de Previdência e Assistência Médica de Porto (Ipam).

A denúncia é do pai de um paciente – que é servidor da Prefeitura Municipal de Porto Velho – e que precisou de atendimento médico nesta segunda-feira e, embora atendido no hospital, foi informado que buscasse outro estabelecimento hospitalar para dar sequência do tratamento, já que o descredenciamento obriga o hospital e seu corpo médico a não atender mais os pacientes portadores do plano de saúde do Ipam.

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Dois pacientes ainda estão internados por intermédio do plano de saúde do Ipam no citado hospital e ao receberem alta hospitalar, a determinação da diretoria administrativa da unidade médica é de não atender mais nenhum servidor municipal de Porto Velho. A reportagem entrou em contato com o hospital para saber a procedência da preocupante denúncia, tendo sido constatada que a mesma é procedente.

“Como o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves – que foi reeleito com discurso em defesa da sociedade porto-velhense, em plena pandemia da Covid-19, descredencia um hospital particular e que vem sendo referência no tratamento da doença que assola o Mundo?”, questionou o acompanhante do paciente.

A informação colhida pelo paciente é que o hospital foi descredenciado e a Prefeitura Municipal de Porto Velho está inadimplente há mais de cinco meses e, desta forma, compromete a gestão da unidade médica, pois há necessidade de efetuar pagamentos para os funcionários, fornecedores, remédios e insumos que o hospital precisa para funcionar perfeitamente. Agora, sabe-se que o Ipam deve mais de R$ 2,5 milhão para esse hospital e que o rombo no Ipam deve superar os R$ 7 milhões. “Tem algo errado na gestão da saúde municipal.

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O prefeito vem à imprensa e afirma que a situação da saúde do município é uma catástrofe e nada faz para mudar esse quadro. A denúncia da falência do Ipam ocorreu no ano passado e nada foi feito para ser apurada e nenhuma solução foi encontrada” pontuou o servidor que não se identifica com receio de represálias. Sabe-se também, que o Ipam está na fase pré-falência, conforme reportagem publicada no ano passado e que sinalizava a falência do órgão municipal, visto que tem uma enorme dívida para com os hospitais particulares, clínicas, laboratórios e médicos que prestam atendimento aos servidores municipais de Porto Velho.

Espera-se que pela gravidade da pandemia que permeia o Planeta Terra, os vereadores de Porto Velho façam alguma coisa para que o Ipam volte a ser uma referência na área de previdência e assistência médica na cidade. “Elegemos uma nova composição para a Câmara Municipal de Porto Velho e espera-se que deixem as tribunas e venham em defesa dos servidores municipais”.

Outro pedido é direcionado ao Ministério Público do Estado de Rondônia (MPE/RO) e ao Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) para que investiguem e apurem a denúncia que é considerada muito grave e que as consequências recaia sobre os responsáveis. O prefeito Hildon Chaves, o presidente do Ipam,  Ivan Furtado de Oliveira, e a Secretária Municipal de Saúde (Semusa), Eliana Passini precisam tomar uma atitude e dar uma resposta à sociedade e aos servidores públicos municipais.

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Na tarde desta segunda-feira, não havia ninguém que pudesse responder pela denúncia ou, ao menos, atender as chamadas pelo telefone 3901.3176.

Autor: Antônio Queiroz

Fonte: notíciastudoaqui.com



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