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No fim de semana do Carnaval, uma movimentação política disseminada pela imprensa da Capital, chamou a atenção dos leitores e eleitores: a mudança da ex-vereadora Cristiane Lopes do PP da família Cassol, para o Podemos do deputado federal Léo Moraes.
Cristiane, que disputou e perdeu a eleição de prefeito da Capital de Rondônia para o ex-promotor e empresário Hildon Chaves em 2020, vem sendo alvo de adjetivos nada elogiosos desde que anunciou a mudança de sigla partidária. O PP não economiza: “ingrata”, “traíra” e lamenta por se sentir “miseravelmente traído”, segundo algumas publicações.
Depois de receber mais de R$ 1 milhão, em dinheiro público, para sua campanha de prefeito, Cristiane Lopes foi atraída para participar do projeto do deputado federal Leo Moraes, de sair candidato ao Governo ou Senado, em 2022.
O PP tinha planos para Cristiane Lopes em 2022. Havia a expectativa de elege-la deputada federal pelo partido com relativa facilidade, bastando obter cerca de 30 mil votos.
Diante dos fatos, o partido considera a atitude da ex-vereadora uma deslealdade. Embora ela tenha dado pistas: nos outdoors de agradecimento pelos 90 mil votos obtidos na eleição, não fez nenhuma menção ao PP.
Apesar disso, ela era a candidata natural do PP à Câmara Federal, para preencher a lacuna que será deixada pela deputada Jaqueline Cassol que já anunciou a decisão de disputar a única vaga de Rondônia para o Senado em 2022.
A saída de Cristiane do partido cassolista tem causado mal está sim.
Até porque ela contou com o total apoio de Jaqueline, que usou seu prestígio junto ao resistente Diretório Nacional, para enviar R$ 1,1 milhão para a campanha da candidata a prefeito de Porto Velho, que pressionava por mais recursos.
A deputada via, na então vereadora, potencial para atrair outras mulheres para o partido, com o objetivo de formar novas lideranças femininas.
Só uma curiosidade: Cristiane, mulher evangélica, sempre criticou publicamente, o uso de dinheiro público nas campanhas políticas.
Fonte: noticiastudoaqui.com
