O Peru localiza pistas de pouso de 600 a 1.500 metros construídas por traficantes na fronteira amazônica com o Brasil



Desde 2015, dez dirigentes de comunidades indígenas na região de Ucayali já foram assassinados.

 

Conforme as atividades do narcotráfico aumentam na região de Ucayali, na fronteira do Peru com o Brasil, o número de pistas clandestinas teve um aumento significativo nos últimos meses. Foram 46 pistas de voos abertas pelos criminosos, 13 situam-se dentro de territórios indígenas. De acordo com a Polícia Antidrogas do Peru, as instalações indicam aumento também na produção de entorpecentes.

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Para tentar resolver o problema a polícia propõe a instalação de bases de combate ao tráfico, o aumento de pessoal e o uso de helicópteros, embarcações e outros veículos de transporte.

Porém, as pistas clandestinas e o aumento na produção de drogas não são os únicos problemas. Líderes de comunidades indígenas, que rechaçaram os cultivos da folha de coca na região peruana, têm visto seus territórios invadidos.

Estes líderes também têm sido vítimas de organizações criminosas. Desde 2015, dez dirigentes de comunidades indígenas na região de Ucayali já foram assassinados por exigir a saída de traficantes de drogas de seus territórios.

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Apenas em Antonio Raymondi, distrito de Ucayali, são 37 comunidades indígenas. Coincidentemente, na região foram encontradas 17 pistas de voo destinadas ao narcotráfico.

“Pelas imagens de satélite, conseguimos identificar 46 pistas clandestinas, das quais a maioria encontra-se em terras indígenas, contra a vontade de seus líderes e populações, que são ameaçados e muitas vezes atacados”, afirma o gerente regional florestal e da fauna silvestre de Ucayali, o engenheiro Marcial Pezo Armas.

Segundo Armas, as pistas contêm de 40 a 70 metros de largura e de 600 a 1500 metros de cumprimento. As instalações serviriam para o transporte de drogas para fora do país.

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Com informações do jornal La República.



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