80 ANOS DE HISTÓRIA VIVA CONSTRUINDO RONDÔNIA



 

Se tem alguém, entre os vivos, a quem Rondônia deve muito ou, melhor ainda, quase tudo, essa pessoa tem o nome e o sobrenome de Assis Canuto. Mas nem parece. Nem para o Estado e o Governo que não o festejam, por mérito próprio como merece, nem para ele mesmo, que até hoje se comporta com discrição e conserva, ainda, o jeito simples e até acaboclado de ser. Retrato, bem preservado, do bom goiano do interior. De Itumbiara, onde nasceu em 1941.

Os políticos, sempre tão generosos na distribuição de distinções, - títulos, medalhas, diplomas e nomes em bens públicos – precisa olhar com mais a atenção para quem, de fato, merece ser relembrado nos currículos escolares e nos registros dos historiadores. No caso de Rondônia e até do país, sem dúvida alguma, Assis Canuto é um deles.

Canuto, é o último dos seis pilares vivo, sobre os quais se sustenta a moderna história de Rondônia e o próprio estado, a partir da execução do processo de colonização e reforma agrária que se levou a cabo aqui, de forma pacífica na década de 70, como em nenhum outro lugar do Brasil, em tempo algum. 

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Na minha modesta visão, estes seis pilares sobre os quais se ergueu e se mantém o Estado de Rondônia, são pela ordem temporal: João Baptista Figueiredo, o último presidente do regime militar; Mário Andreazza, Ministro do Interior do governo Figueiredo; Coronel Humberto Guedes, governador do Território Federal de Rondônia; Capitão Sílvio de Farias; Assis Canuto; e Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, último governador do Território e o primeiro do Estado de Rondônia.

Foi sob o governo Figueiredo e a gestão do ministro Andreazza, a quem Rondônia era vinculado, que se deu o sinal verde para o governador Guedes e os coordenadores do Incra em Rondônia, Capitão Sílvio de Farias e Assis Canuto deflagrarem as ações de ocupar e ‘integrar para não entregar’ a Amazônia Ocidental onde se encontrava o Território Federal de Rondônia, criado lá atrás por Getúlio Vargas.

É aí que entra o jovem engenheiro agrônomo Assis Canuto, com 28 anos, para começar a escrever um dos currículos mais bem-sucedido e importante da moderna história de Rondônia, da Amazônia e do Brasil.

Desembarcou em Porto Velho em 1970 contratado pelo Instituto Brasileiro de Reforma Agrária-IBRA, já como o primeiro executor do 1º Projeto Integrado de Colonização (PIC) Ouro Preto, então um pequeno povoado à margem da BR-364.

Naquela ocasião, ocorreu o encontro com o Capital Sílvio, então coordenador do órgão no Território Federal de Rondônia. Os dois, com o apoio da direção Nacional do IBRA, que depois virou Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA, do Ministério do Interior, dos governadores de Território e da Presidência da República, se encarregaram de construir a base que originou o Estado de Rondônia que hoje conhecemos.  

O objetivo desta saga era bem definido: implantar mais uma estrela no céu azul da bandeira nacional. O que, efetivamente ocorreu em 1982.

Com esta primeira missão concluída, Canuto partiu para outras frentes para ajudar consolidar o feito. Foi deputado federal constituinte em 1988. Voltou à Câmara Federal em mais três ocasiões.

Mas ele queria mesmo era botar a mão na massa aqui mesmo, dentro de Rondônia. Assim, foi duas vezes, prefeito de sua querida Ji-Paraná. Queria mais e virou Secretário de Agricultura do novo estado, Chefe de Casa Civil e até vice-governador. Por aí, se ver a inquietude e a determinação de fazer mais e mais pela terra que adotou como sua. E uma observação: nunca se ouviu falar de qualquer ato indecoroso deste ilustre cidadão. Coisa rara hoje em dia.

Canuto, sempre ancorado e estimulado pela sua Lenita Borges Simões Canuto, conterrânea de Itumbiara, com quem casou em 1971, gerou dois filhos Assis Canuto Junior, 47 anos, Larissa Araguacy Borges Canuto, 45 anos e quatro netos: Arthur Fernando Canuto, 15 anos, Apolo Fernando Canuto, 13 anos, Beatriz Canuto Turbay,18 anos, e Carolina Canuto Turbay, 15 anos. Família honrada.

Pois é, este mesmo cidadão certamente pode passar por você, em qualquer lugar, sem que saibas quem é. E ele não dá pista nenhuma. É mais fácil vê-lo, numa dessas festas de rodeio que se realizam em todo o estado, entre os tropeiros ouvindo ou contando estórias, que entre autoridades. Ou se pabulando de ter sido isto ou aquilo. De ter feito isto ou aquilo.

Mas é um gigante entre os seis pilares da construção que sustentam o Estado de Rondônia. Personagem da história, que as futuras gerações hão de fazer justiça. Tanto ele quanto o general João Baptista Figueiredo não receberam ainda, o real e merecido reconhecimento das autoridades e do povo rondoniense. Eles não têm escola, praça, rua ou avenida com seus nomes. Nem municípios, distritos ou povoados.

Mas foram eles que nos deram a estrela azul na bandeira da União. Nos deram todos os povoados, vilas e cidades que nos enchem os olhos. Nos deram o Estado de Rondônia que exaltamos. Nos deram o orgulho de sermos rondonienses.

E Assis Canuto é o último destes grandes, dos pais de Rondônia, a continuar pisando este solo que ‘integramos para não entregar’.

Neste próximo dia 21 de abril, Dia do Tiradentes, Assis Canuto faz 80 anos. É, portanto e também, o Dia de Assis Canuto.

Parabéns Canuto! Feliz aniversário!

O teu panteão está no coração dos teus amigos e dos que te conhecem. Teu galardão está e sempre estará no coração de cada rondoniense que souber de ti.

Longa vida!!!      

Fonte: noticiastudoaqui.com

Autor: Osmar Silva



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