A obra é fruto de uma emenda parlamentar de 2009, elaborada pela Bancada de Rondônia e construída com verba do PAC em 2014.
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A Ponte do Abunã sobre o Rio Madeira, na divisa de Rondônia com o Acre, teve início através de uma emenda parlamentar em 2009, apresentada pela então Senadora Fátima Cleide (PT) e assinada pela Bancada de Rondônia na época. Os senadores e deputados federais, que são os verdadeiros autores da obra eram:
Senadores de Rondônia em 2009
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Fátima Cleide (PT)
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Valdir Raupp ( PMDB)
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Expedito Júnior (PPS)
Deputados Federais de Rondônia em 2009
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Eduardo Valverde (PT)
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Ernandes Amorim (PTB)
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Dr. Mauro Nazif (PSB)
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Moreira Mendes (PPS)
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Lindomar Garçon (PV)
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Marinha Raupp (PMDB)
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Natan Donadon (PMDB)
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Anselmo de Jesus (PT)
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Nilton Capixaba (PTB)

Do papel aos alicerces
A ponte começou a ser projetada em 2010. Na época, o ex-deputado federal de Rondônia e engenheiro Miguel de Souza era diretor de planejamento e pesquisa no DNIT, durante o governo de Luis Inácio Lula da Silva (PT) e deu prioridade aos trâmites burocráticos.
Quando Dilma Rousseff (PT) assumiu a presidência, a obra foi licitada em 28 de maio de 2013 e teve início em 2014, logo após a então presidente da República sobrevoar a região durante a cheia histórica do Rio Madeira.
A Ponte do Abunã sobre o Rio Madeira é uma obra do PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento, do qual também faziam parte as Usinas do Rio Madeira. A Ponte foi inserida como uma compensação à Rondônia e Acre pelos impactos provocados pelas Hidrelétricas.

Da construção à inauguração
A obra demorou 7 anos para ser construída. Muito mais do que a previsão inicial de 2 anos, por causa de diversas paralisações. Os 1.084 metros originais receberam acréscimo e chegam agora a 1.517 metros de extensão. A Ponte custou 148 milhões de reais e está pronta há um mês, mas o Governo Federal não liberou o trânsito, esperando a inauguração oficial nesta sexta-feira (07) pelo presidente Jair Bolsonaro.
Após a inauguração, a Ponte terá um tráfego diário estimado de até 2 mil veículos por dia e permitirá a ligação por terra entre Rondônia e Acre, facilitando o acesso à Rodovia Transoceânica, que liga o Brasil ao Peru. Antes de pronta, o acesso era feito por balsas.

(RondôniaJá)
