Agroindústria comercializa tambaqui e exporta o couro para o RJ onde uma bolsa chega a R$ 3 mil



Distante de Porto Velho, 360 quilômetros, o município de Vale do Paraíso, com pouco mais de 8 mil habitantes ocupando um área..

 

Distante de Porto Velho, 360 quilômetros, o município de Vale do Paraíso, com pouco mais de 8 mil habitantes ocupando um área territorial de 965,7 quilômetros quadrados, composta por pequenos e médios produtores rurais, ali nos tanques e açudes a produção de tambaqui, pirarucu e pintado, se destacam pela média mensal acima de 40 toneladas. Na região pontilhada por áreas acidentadas, se encontra instaladas a moderna agroindústria de pescado Rodrigues que beneficia 10 toneladas de pescado por semana, gerando 32 empregos diretos, cumprindo todas as regras ambientais e sanitárias exigidas pela legislação.

De acordo com Elivelto Rodrigues Pereira que juntamente o com o irmão José Carlos, administra a agroindústria que leva o nome da família (Rodrigues) instalada à cinco anos com o apoio técnico e orientação do SEBRAE, atualmente adquire a produção de pescado de 25 pequenos e médios produtores rurais. Pirarucus, tambaquis e pintados, são destrinchados, embalados e comercializados em municípios da região, inclusive atendendo programas sociais dos governos federal, estadual e das prefeituras.

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Elivelto, explica que investiu nestes cinco anos de existência da agroindústria em torno de R$ 1 milhão, com apoio e orientação da Secretária de Agricultura, (Seagri), SEBRAE e agência Idaron, comercializando um produto certificado e com qualidade. Contudo, a agroindústria tem capacidade para beneficiar 120 toneladas de pescado ao mês, e, que ainda não comercializa o seu produto na capital Porto Velho, pela ausência de capacidade na produção da matéria-prima.

Um detalhe que não pode passar em branco, neste município em que agricultura familiar predomina, a presença do governo do estado se faz presente na preservação das rodovias vicinais. A produção de pescado no Vale do Paraíso, com o valor agregado na comercialização do couro do pirarucu comercializado com uma indústria no Rio de Janeiro onde é curtido e beneficiado e transformado em sandálias, botas e sapatos para dondoquinhas, cintos e bolsas para madames é outra realidade que gera beneficio social. Um par de botas chega a ser comercializado por R$ 1.200,00 e uma bolsa alcança até R$ 3.000,00.

No Festival do tambaqui

Elivelto garante que a sua agroindústria estará presente no “Festival de Tambaqui Assado”, organizado pelo SEBRAE e Secretaria de Agricultura de Rondônia, projetado para ser realizado no mês de setembro em 26 municípios. “Vamos apresentar o tambaqui do Vale do Paraíso, o file de pirarucu e pintado” tudo isso com objetivo de valorizar o produto da região. O pescado em file e cortes especiais pode ser encontrado nos estabelecimentos comerciais da região.

No ponto de vista dos organizadores do evento, o diretor técnico do SEBRAE, Samuel Almeida e o Secretário de Agricultura, Evandro Padovani em parceria com produtores de pescado de Rondônia, o “Festival de Tambaqui Assado” que será apresentado em outros estados e no Distrito Federal, tem por objetivo tornar popular o pescado típico da região Amazônica. Neste esforço de marketing, tanto aqui em Rondônia como em outras regiões, por certo, o Vale do Paraíso será lembrado.

(Diariodaamazonia)



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