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Mesmo com decreto da prefeitura de Porto Velho, que obriga a utilização de máscaras de proteção contra o coronavírus, boa parte da população que frequenta o Espaço Alternativo ignorou a medida adotada pelo município para conter a proliferação do Covid-19, apesar do local ser amplo e aberto, a quantidade de pessoas concentradas oferecem riscos de contaminação.
Nos últimos dias, ao longo da avenida Jorge Teixeira, as pessoas caminhavam, pedalavam e praticavam exercícios físicos sem máscara. A reportagem não encontrou qualquer fiscalização. Segundo o último boletim sobre a doença, 217 casos da doença foram confirmados na cidade, sendo 11 mortes.
É preciso usar máscara e continuar o distanciamento após tomar a vacina
A vacinação contra a Covid-19 está avançando neste segundo semestre em Porto Velho, muitas pessoas já estão ansiosas para voltar à normalidade e fazendo planos para depois de tomar a vacina. Porém, a rotina não voltará ao normal logo após a imunização. Será preciso ter um pouco mais de paciência antes de abandonar o uso de máscaras e distanciamento social.
De acordo com o Painel Vacinômetro Covid-19 Porto Velho, 238.918 foram vacinadas na capital, sendo que 187.271 receberam a primeira dose, 48.510 segunda dose e 3.137 receberam a vacina da Janssen, de dose única.
Segundo especialistas, a vacina não é um passe-livre para as pessoas deixarem de usar máscaras e também fazerem aglomerações. Os imunizantes, de acordo com suas eficácias, reduzem as chances do adoecimento e, com isso, diminuem a transmissão da doença nas comunidades.
“Infelizmente é isso que as pessoas esperam, elas querem algo que seja 100% eficaz, ou seja, protege completamente. Você está vacinado, você fica de corpo fechado e, de preferência, 0% de efeitos diversos. Primeira notícia: isso não existe. Nem para vacinas, nem para medicamentos. O que existe sempre é uma redução do risco e um aumento do benefício”, explica a microbiologista Natalia Pasternak.
A orientação é que as pessoas vacinadas mantenham as medidas de proteção até que a maior parte da população esteja vacinada, o que deve demorar algum tempo. Só então será possível atingir a chamada “imunidade de rebanho”. Enquanto esse estágio não for alcançado, não há garantia de que as pessoas vacinadas não possam ser vetores da doença.
Usar máscaras e manter o distanciamento social será importante tanto para você se proteger, caso seja parte da minoria das pessoas em que a vacina não gerará efeito imunizante, quanto para proteger outras pessoas.
O que diz a população
Um dos argumentos utilizados pelas pessoas que, apesar de possuírem a máscara, não a utilizam, é a ideia de que elas contam com imunidade alta, dificultando a instalação do vírus no corpo. Além disso, existe a crença de que a doença se propaga apenas através da tosse, espirro e toque. Dessa forma, para elas, a proteção não é necessária.
Há, ainda, parte da população que não utiliza a peça de proteção facial apenas quando está afastada de outros indivíduos, como em momentos, por exemplo, de caminhada. Quando estão sozinhos, mesmo em espaços públicos, não fazem o uso da máscara. No entanto, entendem a importância do objeto e a segurança oferecida por ele.
Aqueles que utilizam a máscara, independentemente da situação, o fazem porque não abrem mão da proteção.
