EM NOVA UNIÃO -Incêndio de grandes proporções destruiu parte da Reserva Ambiental Margarida Alves. Bombeiros estão na área



Área fica a 370 quilômetros de distância de Porto Velho e é alvo frequente de queimada e desmatamento. Corpo de Bombeiros informou que ainda não há estimativa da área total afetada.

 

Um incêndio de grandes proporções destruiu parte da Reserva Ambiental Margarida Alves, em Nova União (RO). A área, que fica a 370 quilômetros de distância de Porto Velho, é alvo frequente de queimadas e desmatamento.

O fogo começou na tarde do sábado (7) e atingiu parte da floresta e pastagens. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), uma equipe se deslocou até o local para conter as chamas e ainda não há estimativa da área total afetada.

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Ainda segundo o CBM, a suspeita é que o fogo foi ateado intencionalmente para limpar um local que é ponto de desmatamento frequente.

Equipes de telefonia móvel e internet também estiveram presentes no local, porque os cabos de internet foram queimados e alguns municípios ficaram sem conexão.

Moradores gravaram vídeos do fogo e a grande quantidade de fumaça gerada. Em uma das imagens, um macaco anda por cima dos fios de eletricidade, tentando fugir da área queimada.

O G1 tentou contato com a Polícia Militar para saber se as causas do incêndio serão investigadas, mas não obtivemos resposta até a publicação da matéria.

Recorrência

É o quarto ano consecutivo que há episódios de incêndios na Reserva. Em 2018, o fogo durou pelo menos dez dias e destruiu aproximadamente 2 mil hectares. No ano seguinte, um novo incêndio se alastrou e só foi totalmente controlado após um período de 20 dias, quando uma chuva caiu no local.

Em 2020, o episódio voltou a se repetir e em dezembro do mesmo ano, a Polícia Federal (PF) começou a investigar os casos através da Operação Illusio. A polícia apurou que um grupo de aproximadamente 200 pessoas, invadiu a Reserva e repartiu as terras entre si.

Em março de 2021, a PF prendeu o chefe do grupo criminoso que desmatou 1,6 milhão de hectares, além de provocar incêndios de grandes proporções.

*Colaborou: Gedeon Miranda, repórter da Rede Amazônica.

(G1)



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