Relatório do Iphan pede a retirada de invasores do Cemitério da Candelária em Porto Velho



 

Levantamento técnico feito no local pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) indica danos ambientais na área invadida onde está o Cemitério da Candelária, local de sepultamento dos estrangeiros que morreram durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM).

Segundo o documento, constata-se a invasão irregular da área de amortização.

Quanto à ocupação do espaço de 1 hectare tombado como patrimônio histórico e cultural, o levantamento foi considerado insuficiente para a constatação, necessitando de nova vistoria com GPS de alta precisão.

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Os marcos que delimitam a área do cemitério não apresentam sinais de remoção.

O local onde os invasores ocuparam caracteriza como aparente área de proteção ambiental e também faixa de domínio da ferrovia, compreendida em 150 metros protegida pela União.

O relatório também indica a necessidade de comunicar a outros para que retirem os ocupantes e restitua o espaço que protege e amortiza o bem tombado.

A denúncia da ocupação irregular foi feita pela Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Asfem).
Para o presidente, George Telles, a invasão da área do entorno com desmatamento não autorizado representa crime ambiental, além de afetar a área histórica do cemitério, prejudicando a estrutura existente e interferindo em projetos que serão realizados no local.

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