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TRAIÇÃO
A cooptação de Cristiane Lopes pelo governador para ocupar o cargo de secretária adjunta da educação, após uma disputa acirrada quando foi derrotada à prefeitura da capital por Hildon Chaves, foi considerada pelos dirigentes do PODEMOS – partido presidido em Rondônia pelo deputado Federal Léo Moraes – como traição.
PALAVRA
Cristiane Lopes havia recebido ainda no primeiro turno o apoio à sua candidatura a prefeita de todo o staff do deputado federal Léo Moraes, o que fez com que obtivesse sucesso para disputar o segundo turno, uma vez que a segunda vaga ela disputou voto a voto com Vinícius Miguel (candidato solitário) e com o candidato apoiado com a ajuda da estrutura do governo estadual, Breno Mendes. Pelo apoio recebido do deputado Léo Moraes, após as eleições, Cristiane havia se comprometido a deixar o PP e ingressar no PODEMOS para disputar uma vaga na Câmara Federal. Ela realmente saiu PP, mas não chegou a pedir filiação no partido dirigido regionalmente pelo deputado federal. Quebrou a palavra.
SINECURA
Ao assumir um cargo no primeiro escalão do Governo de Rondônia, a ex-vereadora Cristiane Lopes praticamente abriu mão de uma candidatura a deputada federal com apoio de um grupo com votos consolidados na capital por um salário de cerca de quinze mil reais, e por apenas oito meses. O apoio de Léo Moraes à candidatura da ex-vereadora a prefeita indiscutivelmente turbinou o resultado das eleições da capital, totalizando quase cem mil votos obtidos por ela no segundo turno. Um apoio que naturalmente perdeu ao aceitar a sinecura e, portanto, será sentido em 2022, embora essas traições sejam lamentavelmente do jogo político que se impõe no país.
