Alunas do Ifro de Porto Velho protestam contra assédio e a direção diz que está apurando a prática delituosa



Segundo estudantes, as situações de assédio ocorrem desde 2019

 

Alunas fizeram um protesto, na última quarta-feira (3), contra supostos assédios sexuais e morais no Instituto Federal de Educação de Rondônia (IFRO), no campus localizado na rua Calama em Porto Velho (RO).

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Segundo o Grêmio Estudantil do IFRO, que organizou o protesto, as alunas estão sofrendo assédio moral e sexual dentro do campus. E que a direção do instituto não tomou nenhuma medida a respeito das denúncias.

Cartazes com frases; “Queremos aulas, não assédio”, “Ninguém vai nos calar” e “Assediador tire suas mãos de mim”, marcaram o ato.

Ainda de acordo com as estudantes, as situações de assédio ocorrem desde 2019. E que o assédio é feito por servidores através de toques no corpo ou palavras.

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Veja na integra a nota divulgada pela direção do campus:

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), ao considerar o relato de assédio e a mobilização de estudantes promovida em frente ao Campus Porto Velho Calama, vem a público repudiar quaisquer atos de assédio e reforçar seu apoio à comunidade acadêmica para apuração de possíveis casos e providências cabíveis no âmbito administrativo e civil.

A denúncia recebida no dia 26 de outubro no referido campus já está sendo apurada pela Comissão Permanente de Procedimentos Administrativos Disciplinares.

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Todas as denúncias de importunação e assédio sexual, ou qualquer forma de abuso que venha a acontecer dentro das unidades do IFRO, assim que comunicadas, são apuradas e investigadas por meio de Sindicâncias Investigativas e Processos Administrativos Disciplinares (PADs). Se comprovada a prática ilícita por algum servidor, a penalidade é aplicada conforme a Lei 8.112/90, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais.

O Instituto reforça que realiza trabalho preventivo por meio de Ouvidoria, Comissão de Ética e Comissão Permanente de Processos Administrativos, divulgando o Código de Ética do Instituto e discutindo ações e medidas junto aos estudantes e servidores.

Reitera-se que são disponibilizados canais institucionais para recebimento de denúncias anônimas sobre comportamentos indevidos de servidores e é ofertado apoio psicoeducacional com equipes multidisciplinares em todas as unidades.

Ressalta-se ainda a importância do registro de boletim de ocorrência junto à polícia e canais oficiais como a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, a fim de que agressores sejam investigados e penalizados criminalmente no âmbito civil.

O enfrentamento ao assédio sexual e moral deve ser permanente, com amplo amparo às vítimas e responsabilização efetiva de infratores. O IFRO apoia a manifestação em prol da conscientização sobre o assunto, assim como o incentivo à denúncia e o fortalecimento das políticas de prevenção e combate ao assédio, prezando pela ética, dignidade e segurança de todos os seus alunos, servidores e colaboradores.

(diariodaamazonia)



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