Entre 2020 e 2021, dos 43 mil atendimentos voltados ao planejamento reprodutivo, 953 ocorreram em adolescentes entre 10 e 19 anos
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A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) realizou cerca de 9 mil atendimentos de adolescentes grávidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Porto Velho (RO). Um dos fatores que contribuíram com o alto número de casos de gravidez na adolescência é a falta de planejamento reprodutivo, segundo a prefeitura.
“A falta de planejamento reprodutivo na adolescência implica muitas vezes em uma gravidez precoce e indesejada, o que representa riscos à saúde”, explica Ana Emanuela Chagas, coordenadora da Saúde da Mulher na Semusa.
Ainda de acordo com a prefeitura, entre 2020 e 2021, dos 43 mil atendimentos voltados ao planejamento reprodutivo, 953 ocorreram em adolescentes entre 10 e 19 anos.
Riscos de gravidez na adolescência
As consequências de uma gestação na adolescência vão desde riscos de partos prematuros, até a morte por conta de complicações durante a gravidez, ou parto.
“É um corpo que ainda está sendo desenvolvido. Gerar uma vida na adolescência traz riscos que uma mulher adulta não teria na maioria das vezes, devido às suas condições fisiológicas e até anatômicas”, detalha a coordenadora.
Planejamento reprodutivo
O planejamento reprodutivo segue a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Paism). Consiste na oferta de métodos contraceptivos que garantem à mulher, ou o homem em idade fértil, recursos necessários para a escolha reprodutiva consciente do método que melhor convier.
Voltado à adolescência, a conscientização quanto à sexualidade saudável, segura e responsável se mostra importante nessa fase da vida. Por isso, os meios de garantir um planejamento reprodutivo adequado, bem como a assistência, são ofertados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.
