Catadores com medo de doenças contagiosas apelam para prefeito incentivar coleta seletiva na Capital



Zona Leste, PORTO VELHO – Sem o apoio institucional prometido por autoridades municipais, trabalhadores ligados à Associação dos Catadores ASPROVEL, reiteraram, neste domingo (15), apelo feito ao prefeito Hildon Chaves para que destine parte do material da coleta seletiva das secretarias à entidade.

Ser contaminados com doenças contagiosas e até incuráveis é o maior medo dos catadores profissionais vinculados à ASPROVEL. Mesmo utilizando os equipamentos obrigatórios de proteção, os EPI’s. O risco é maior para os catadores amadores que desconhecem o perigo e trabalham com as mãos nuas e os pés descalços no ‘lixão’ da Vila Princesa e nos pontos de despejos espalhados por toda cidade.

Pioneiro na atividade recicladora, o presidente Geraldo Gonzaga informa que “há alguns anos recebemos a reciclagem dos materiais do Tribunal de Justiça, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e de outros pequenos e médios colaboradores”. Assim, evitam ter que ir trabalhar no ‘lixão’. Embora, às vezes, não tenha jeito.

Sediada à Rua Cantuária, atrás do prédio de uma indústria envasadora de bebidas e refrigerantes no bairro Tancredo Neves, a ASPROVEL tem se posicionado, ao longo de sua existência, “por uma política ambiental que não veta nenhum tipo de coleta de grandes descartes, sejam papéis ou sejam plásticos recicláveis”.

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A entidade, atua na coleta seletiva de resíduos sólidos não metais, oferecendo seus produtos de forma cooperada entre seus catadores. Esclarece Geraldo, que deixou o Estado de Pernambuco há três décadas e se instalou em Rondônia.

- Atualmente, com a crise econômica no País, “, até os ricos passaram a tirar dinheiro dos recicláveis por aqui”, restringindo o campo de atuação dos catadores como um todo, diz Geraldo.

Sem temer a concorrência, a ASPROVEL – entidade filiada à Federação Nacional dos Catadores do Brasil -, abriu as portas ao noticiastudoaqui.com há duas semanas e mostrou sua realidade. Na ocasião, este site registrou alguns momentos das atividades dos catadores. Inclusive distribuição de EPIs pelo SENAC local e treinamento sobre manuseio, higienização e atenção à saúde dos catadores.

Os dirigentes e trabalhadores vinculados à ASPROVEL, esperam que o prefeito traga parte das ações e programas desenvolvidos pelas pastas do Meio Ambiente, Saúde (Semusa), Assistência Social (Semasf) e do Desenvolvimento Econômico (SEMDESTUR) a afim de que, “nossa entidade seja contemplada e não fique na dependência apenas do lixão da Vila Princesa”.

Atualmente, a entidade processa pelo menos 35 toneladas de recicláveis como papel, papelão, latinhas, cobre. Menos material com teor de ferro, que são vendidos, principalmente, para o sul do País, em negócio direto.

Geraldo Gonzaga revela que “a reciclagem na área metropolitana de Porto Velho precisa ser incentivada e ter seus catadores capacitados”, não importa se pelo município ou o Estado.

Segundo ele, “ainda hoje se vê dificuldade na coleta seletiva e é preciso desfazer os problemas gerados com o acúmulo do lixo”, principalmente, por se notar alta presença de materiais contaminados, o que impõe aos catadores e grupos individuais, que atuam nesse ramo, alto risco de contaminação”.

Fonte: noticiastudoaqui.com/Nery

 



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