Confúcio afirma que a maior feira rural do norte deve priorizar os pequenos



 

Os mesmos direitos à obtenção de crédito agropecuário e espaço reconhecido nas estatísticas oficiais deve ser dado à agricultura familiar em Rondônia, indicou hoje, 16, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) ao lembrar que no biênio 2015-2016, durante seu segundo governo, consolidou-se o começo dos interesses internacionais pela Rondônia Rural Show.

A 9ª edição da RRS, no Parque Tecnológico Vandeci Rack, de 23 a 28 de maio, em Ji-Paraná, está nivelada aos maiores eventos do gênero no País e quem ainda não a conhece, pouco avalia a respeito do seu breve passado.

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“É deles que sai a produção hoje consumidas por escolas, unidades militares e outros órgãos e instituições que atualmente participam da ampliação do plano de aquisição de alimentos”, observou.

Ao se lembrar da construção de melhorias na RRS, o senador considerou importante verificar se os plantios demonstrativos anteriores foram cuidados nesses dois anos, e mencionou, entre outros: cacau de diferentes clones, milho, mata ciliar, e diferentes modelos de roças para o agricultor. “Tocar naquelas plantas e vê-las com os próprios olhos faz bem”, afirmou.

Em seu gabinete, Confúcio recebeu diversas críticas de pequenos produtores e suas representações a respeito de mudanças profundas no apoio ao qual eles teriam direito mesmo antes da interrupção do evento, em 2020.

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Essa verificação da transferência de novas tecnologias, conforme explicou Confúcio, são indispensáveis ao crescimento do setor: “Precisamos saber se o atual governo dará continuidade e se alguém remanescente tiver proximidade com ele, possa orientá-lo, explicando que essa Feira teve como objetivo ser um instrumento para levar modernização à agricultura familiar”.

Segundo o senador, esse foi o grande mote com o qual o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Afonso Florence (2010-2012) lhe provocou à época.

“Rondônia é o estado da reforma agrária e do pequeno produtor”, disse Confúcio referindo-se às fases produtivas de assentamento feitas pelo Incra durante o governo João Baptista Figueiredo nos anos 1980.

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O ex-governador foi médico no extinto território federal a partir de 1976 e se considera “privilegiado” por ter acompanhado os modelos de projetos do Incra: fundiário, integrado de colonização e assentamento dirigido, em diferentes regiões rondonienses.

Lembrou que as cidades construídas ao longo da BR-364 e fora do seu eixo ouviram com muito interesse o pensamento de o governo federal apoiar a agricultura familiar, para manter o movimento das antigas agrovilas, ou núcleos urbanos de apoio rural, conforme denominava a extinta Companhia de Desenvovimento Agrícola de Rondônia (Codaron).

“Vínhamos de uma grande luta contra o êxodo rural nos anos 1970, e essa concepção deu certo”, ele reconhece. “Já foi possível estudar e perceber que o ideal foi e continua sendo levar aos pequenos produtores sem muitos recursos, sementes boas, de qualidade; insumos de primeira qualidade também; tecnologia de inovação e produtividade para o campo.

“Tudo isso, ele explicou, evita que o agricultor não se mutile com o excesso de esforço físico e peso nas costas, o que lhe adoece o aparelho locomotor”.

“Se essa expectativa for atendida em regime de continuidade, louros e glórias para a RRS, que nas edições de 2020 e 2021 não funcionou, por causa da pandemia de Covid-19”, acrescentou.

Fotos/arquivo



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