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Não demorou muito para que uma fala do governador Marcos Rocha (União Brasil) repercutisse diante da opinião publica e principalmente do governo ofendido, após o atual chefe do executivo referir-se a um ‘rombo milionário’ deixado por seu antecessor nos cofres públicos.
O depoimento aconteceu durante uma entrevista a uma rede de televisão. “Confúcio Moura deixou sim recursos em caixa. O governo anterior (Daniel Pereira), posterior a ele é que não deixou”.
Neste momento o repórter questiona: “no caso, Daniel Pereira”. Rocha continua: “não vou citar nomes é só olhar a história do nosso estado e ver”.

Segundo o chefe do executivo, o dinheiro deixando em caixa pela administração Daniel Pereira seria fruto de empréstimo do governo estadual para quitar a folha de pagamento dos servidores. Não poderia ser computado como orçamento positivo.

Além de entregar o estado com aproximadamente R$ 400 milhões liquido na conta, nunca um governador no estado de Rondônia recebeu o “Estado” tão bem assim. Ele (Rocha) pegou o orçamento que foi elaborado pela equipe técnica, no meu caso foi o dr Pimentel (Pedro) que foi o mesmo secretário de planejamento dele que era o secretário adjunto do governo Confúcio que entregou o Estado com um orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa (ALE-RO), orçamento de R$ 335 milhões a mais em 2019 do que o praticado em 2018”, garantiu.
Sobre a fala de Marcos Rocha, Pereira a desclassificou, taxando de mentirosa: “infelizmente a fala do governador Marcos Rocha é triste dizer isso de uma autoridade do estado, mas o governador está faltando com a verdade”.
Pedro Pimentel, ex-secretário de Administração e Casa Civil, além de contestar o governador saiu em defesa do ex-chefe do Executivo rondoniense. De acordo com ele chegou a alertá-lo de que não deixasse ser induzido sobre as informações que estariam sendo levadas.
“O que ele falava é que recebeu um déficit de mais de R$ 400 milhões de financeiro, quando na verdade estamos falando de ‘orçamentário’ que automaticamente se cobre com o excesso de arrecadação do ano seguinte”, explicou.
Do déficit orçamentário existente, Pimentel confirmou que seria de dividas não previstas. “Existia um possível déficit orçamentário até porque o governo do dr. Daniel, nós tivemos aquela greve dos caminhoneiros que em 12 dias houve uma perda de R$ 100 A 120 milhões. Não estava previsto. Também o ministro Fachin (Edison) que derrubou a liminar suspendendo o pagamento da divisa com extinto Banco Beron que o Estado voltou a pagar resultando de agosto a dezembro em mais de R$ 80 milhões”, resumiu.
(News Rondônia)
