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José Alberto, tenente da reserva da PM de RO é o presidente da Comissão Investigativa Processante da ASTIR (Associação Tiradentes da PM e BM de RO), que vem apurando e investigando possíveis crimes de estelionato e fraudes praticadas contra a Associação nos últimos anos.
Segundo o tenente José Aberto em conversa formal com a jornalista Victoria Bacon e o repórter Willian Ferreira, os crimes são diversos, sendo o mais grave o de corrupção contra à Associação (pagamentos de serviços nunca executados e diárias extras) que foram pagas a funcionários e porventura não foram realizadas.
O tenente ressaltou que após a morte do diretor-executivo ocorrida no final de 2021, foi convocada uma Assembleia-Geral dos associados da ASTIR que, após denúncias realizadas, viu-se a necessidade de apurar todos os fatos percebidos de corrupção, fraudes (falsidade ideológica), desvio de recursos etc. Para tanto, foram nomeadas duas comissões, sendo uma Executiva para dar continuidade às ações da ASTIR afim de não paralisar as atividades inerentes da Associação e a outra Investigativa- Processante para poder apurar todos os resquícios de irregularidades e crimes cometidos contra a instituição que tem mais de 4 décadas de funcionamento e se tornou o maior patrimônio da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de RO.
O presidente da Comissão Investigativa e Processante não tem dúvidas que uma verdadeira OCRIM foi instalada durante a gestão da Diretoria-Executiva que gestou a Associação e foi interdita na Assembleia-Geral.
A Comissão Investigativa e Processante tem sete membros que estão trabalhando diuturnamente para trazer aos associados no próximo dia 22 de junho (Assembleia-Geral) o resultado dos trabalhos de apuração e investigação realizados em documentos físicos e arquivos digitais da ASTIR nestes últimos 3 meses de dedicação. O presidente da Comissão informou que já foram encaminhados todos os documentos necessários à Delegacia de Polícia Civil de RO bem como ao Ministério Público e também à Superintendência da PF/RO para as ações penais cabíveis contra aqueles que praticaram crimes contra a ASTIR e decapitaram a instituição.
Quanto aos pagamentos realizados a prestadores de serviços e empresas que doravante não foram realizados na ASTIR, o presidente da Comissão garantiu que medidas judiciais estão sendo tomadas afim de que sejam ressarcidos aos cofres da instituição os valores percebidos.
Atualmente a ASTIR conta com 3609 filiados e está presente em 6 municípios de Rondônia. Por fim, o presidente da Comissão informou à jornalista Victoria Bacon que o rombo praticado contra a instituição é estimado em 10 milhões de reais nestes últimos anos.
"Tristemente tenho que informar que a ASTIR foi saqueada, literalmente. Nunca esta última Diretoria-Executiva que foi interditada pensou no associado, no bem estar dele e da sua família. Apenas pensaram em se beneficiar, ganhar dinheiro de um jeito ou de outro através da roubalheira praticada", disse o presidente da Comissão Investigativa e Processante.
E finalizou: "Vamos mostrar para todos os associados a verdade nua e crua de tudo que apuramos. Cada ferida será exposta. Nosso bem maior, a ASTIR, viverá novos tempos com o trabalho que todos os membros das Comissões realizamos, afim de oxigenar e dar total transparência e veracidade sobre a nossa instituição no próximo dia 22 quando a Assembleia-Geral se reunirá para o dia D da Associação que é o nosso maior patrimônio".
A Associação voltada para o atendimento médico-hospitalar e consultas de policiais e bombeiros militares e seus dependentes, prestando um serviço praticamente em quase todo o Estado de Rondônia através de uma rede de Hospitais conveniados, tendo sua sede em Porto Velho, através do Hospital Tiradentes. Em 30 de novembro de 2017 a ASTIR reformulou seu Estatuto Social que prevalece até o momento.
Do Blog da jornalista Victoria Bacon
jornalistavictoriabacon.com.br
