Pesquisa feita pela ANP em 70 postos diferentes aponta alta do diesel em relação a gasolina. Veja o valor mínimo e máximo nas cidades pesquisadas.
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Pela primeira vez o diesel está mais caro do que a gasolina nos postos de Rondônia, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no fim de semana.
Após uma uma pesquisa feita entre 19 e 25 de junho, em 70 postos diferentes, a ANP diz que o litro do diesel está custando uma média de R$ 7,91 no estado, enquanto o valor médio da gasolina é de R$ 7,50.
Ainda conforme a ANP, um posto de Ji-Paraná já está vendendo o diesel por R$ 8,71 — o maior valor encontrado nas bombas.
A pesquisa também aponta que todas as cidades já tem posto com diesel a mais de R$ 8 (veja na tabela abaixo).
Preço mínimo e máximo do diesel em Rondônia
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Cidade |
Valor mínimo |
Valor máximo |
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Ariquemes |
R$ 7,54 |
R$ 8,10 |
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Cacoal |
R$ 7,66 |
R$ 8,14 |
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Ji-Paraná |
R$ 7,82 |
R$ 8,71 |
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Pimenta Bueno |
R$ 8,07 |
R$ 8,07 |
|
Porto velho |
R$ 6,90 |
R$ 8,39 |
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Vilhena |
R$ 7,59 |
R$ 8,15 |
Fonte: ANP
Esse preço nas bombas reflete o último reajuste anunciado pela Petrobras nas suas refinarias em 17 de junho, quando a estatal anunciou uma alta de 5,18% na gasolina e de 14,26% no diesel.
Diesel em disparada
Desde o início do ano, segundo a ANP, o diesel ficou 27% mais caro nos postos de Rondônia (em relação ao preço médio mensal).
Em janeiro, o litro do combustível custava R$ 5,85, em média, e neste mês de junho está em R$ 7,47.

A disparada dos preços dos combustíveis ocorre em meio à forte alta nos preços internacionais do petróleo após a Rússia ter invadido a Ucrânia, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia.
Desde 2016, a Petrobras adotou o chamado PPI (Preço de Paridade de Importação), após anos praticando preços controlados, sobretudo no governo Dilma Rousseff. O controle de preços era uma forma de mitigar a inflação, mas causou grandes prejuízos à petroleira.
Pela política de preços atual, os preços cobrados nas refinarias se orientam pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e do câmbio.

(G1)
