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Mais de 550 registros de crimes contra crianças e adolescentes foram realizados em Rondônia em 2021, de acordo com o Anuário Brasileiro da Segurança Pública. O crime com maior número de casos contabilizados é o de maus tratos, que chegou a 280 em um ano.
A faixa etária mais afetada por esse crime é a de 5 a 9 anos de idade, com 95 casos:
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0 a 4 anos - 81 casos
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5 a 9 anos - 95 casos
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10 a 14 anos - 83 casos
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15 a 17 anos - 21 casos
Em segundo lugar entra o crime de abandono de incapaz, com 189 registros. Com uma taxa de 37,9 casos por 100 mil habitantes, Rondônia aparece com o sexto pior cenário de todo o Brasil, atrás apenas de Mato Grosso (50,9), Amapá (48,1), Roraima (46,7), Mato Grosso do Sul (43,7) e Santa Catarina (41).

Também foi destaque negativo no Anuário Brasileiro da Segurança Pública os crimes relacionados a produção, divulgação e armazenamento de pornografia infanto-juvenil. Foram 57 casos só no ano de 2021.
Apesar de ter apresentado uma queda de 12,3% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 65 casos, o estado ainda apresentou a segunda pior taxa do país, com 11,4 casos para cada 100 mil habitantes, atrás apenas de Mato Grosso do Sul, que teve 16,4 casos para 100 mil habitantes.
O Anuário ainda traz informações de 2021 sobre:
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Mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes - 16 casos
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Registros criminais de exploração sexual infantil - 14 casos
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Divulgação de cenas de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia - 5 casos
O Anuário
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública.
O que diz o Governo de Rondônia?
O Governo do Estado de Rondônia por meio da Secretaria de Estado, da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) informou que está em fase de "minutar um termo de cooperação que será assinado entre o Estado e a União, para um planejamento de combate e enfrentamento aos índices de violência, esse plano vem sendo estudado pelas equipes de inteligência da Sesdec".
O Estado disse ainda que o plano é unir as inteligências estaduais e federais e das forças armadas para compartilhar as informações.
(G1)
