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Vai demorar ainda alguns dias para que a Justiça Eleitoral libere, oficialmente, os nomes dos candidatos aptos a disputa da eleição desse. Até o prazo final, a segunda–feira passada, dia 15, nada menos do que 604 rondonienses tinham pedido aval do TRE para concorrerem. Todos vão concorrer a apenas 34 vagas. No pacote, há pelo menos uma mudança já oficializada. Foram registados oito candidatos ao Senado; oito primeiros suplentes e oito segundos. Só que, já quase no final do prazo, a irmão do ex-governador e senador Confúcio Moura, Cláudia Moura, cancelou seu registro como concorrente ao Senado, optando por disputar uma cadeira à Assembleia Legislativa. Obviamente seus dois suplentes também não entraram na corrida, fazendo com que o número definitivo de candidatos ficasse em 604. São sete candidatos ao Governo e seus sete vices; mais sete ao Senado, com seus 14 suplentes; 160 se aventuram nas concorridas oito cadeiras da Câmara Federal, ou seja, 20 candidatos por vaga e outros 409 que querem uma das 24 cadeiras da Assembleia, com 17 postulantes para cada uma delas. Na principal disputa local, a do governo do Estado, a única dúvida até agora gira em torno do nome do ex-governador Ivo Cassol, que está na campanha, com o aparato legal de ter, a seu favor, uma liminar do STF, permitindo que ele participe do pleito. Até que haja decisão posterior, Cassol está candidatíssimo. A princípio, não haverá dificuldades (até agora não há qualquer informação em contrário) de que os demais postulantes corram algum risco de ficar fora da disputa, por questões legais.
Tão previsivelmente disputada voto a voto quanto a corrida pelo Governo, a disputa ao Senado deve ser, também, uma das mais emocionantes, desde que Rondônia passou a eleger seus representantes. Dos três senadores atuais, um está fora da disputa, por decisão do STF e outro concorre ao Governo (Marcos Rogério). Ele e Confúcio Moura ainda têm mais quatro anos de mandato, a partir de 2023. Alguns dos nomes mais poderosos da nossa política querem a única vaga ao Palácio Rio Madeira/CPA. Outros, da mesma estirpe, querem a unção das urnas para nos representar no Senado. Está começando, enfim, uma das eleições mais incríveis que o rondoniense já participou. Dos 160 nomes que querem chegar à Câmara, fazendo parte da nossa bancada federal, três dos atuais deputados não concorrem à reeleição. Jaqueline Cassol e Mariana Carvalho vão ao Senado; Léo Moraes ao Governo. Dos outros cinco (Lúcio Mosquini, Coronel Chrisóstomo, Silvia Cristina, Mauro Nazif e Expedito Netto), quantos retornarão? E no Parlamento estadual, quantos manterão seus mandatos e quantos novos surgirão das urnas? Tomara que o eleitor escolha os melhores, porque nosso Estado não pode correr o risco de andar para trás, depois das últimas décadas de avanços e progresso.
Sérgio Pires
