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Técnicos da Agência Estadual de Vigilância em Saúde - Agevisa realizaram na segunda-feira (19), na escola estadual Campos Sales, no município de São Francisco do Guaporé, em Rondônia, uma capacitação para profissionais de saúde sobre Teste Rápido (TR), destinado à sondagem das Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST; HIV, Sífilis, Hepatites B e C, com atividades teóricas na parte da manhã e práticas no período da tarde.
Participaram do evento profissionais que atendem em unidades de saúde de atenção primária, urbana e rural, setor de epidemiologia do Hospital Regional e do laboratório. Os testes são entregues aos municípios de forma gratuita pelo Ministério da Saúde - MS e foram instituídos para facilitar o acesso da comunidade ao diagnóstico precoce e consequentemente ao tratamento adequado.
A capacitação organizada pela Coordenação Estadual de Prevenção, Monitoramento e Vigilância das IST, AIDS e Hepatites Virais da Agevisa faz parte do ciclo de atividades que estão na programação anual, desenvolvidas nos municípios de Rondônia.
A coordenadora estadual de sífilis, Stella Maris, iniciou as atividades com a exposição da Mandala da Prevenção Combinada, apresentando as estratégias de prevenção às IST, instituídas pelo Ministério da Saúde, das quais devem ser oferecidas ao usuário que procura o serviço de saúde. Ela ressaltou a expansão da Profilaxia Pré-Exposição (PREP); Profilaxia Pós-Exposição e Autoteste para HIV.
“Os testes são uma metodologia que facilita o acesso do usuário ao serviço de saúde e a rapidez na entrega do resultado e consequentemente o tratamento adequado quando o teste der positivo”', pontuou a técnica da Agevisa, a biomédica Adalgiza de Souza Botelho.
Em outro momento, o apoiador técnico, vinculado ao Núcleo de Estadual de IST, Aids e Hepatites Virais da Agevisa, pesquisador doutor Charles Nunes Boeno, apresentou o Projeto Sífilis Não! (MS/OPAS/UFRN), que objetiva desenvolver pesquisa aplicada aos agravos, visando a integração inteligente e orientada, para o fortalecimento das redes de atenção para resposta rápida à sífilis.
O pesquisador ressalta a necessidade de conscientizar sobre o diagnóstico da sífilis congênita, em gestante, ou em crianças expostas à doença, principalmente por ser uma doença que pode apresentar pacientes assintomáticos, que não apresentam sintomas. “A sífilis é um problema de saúde pública e uma infecção transmissível que atinge potencialmente a vida de milhões de pessoas. A doença tem impacto direto sobre a saúde reprodutiva e infantil, e o teste rápido é o mais indicado para o início do diagnóstico”.
Outra etapa da capacitação foi feita pela coordenadora do SAE de Guajará-Mirim, psicóloga Maria Izabel Araújo, convidada a fazer uma exposição sobre o acolhimento do paciente. “O trabalho de acolhimento é realizado por uma equipe de multiprofissionais, por isso a necessidade de um trabalho com uma visão ampla sobre o ser humano. A necessidade de se por no lugar do outro, sem julgamento e rótulos e a importância de estabelecer um vínculo entre o profissional e o paciente, ajuda a garantir a adesão deste ao tratamento”.
SAE
O município de São Francisco ainda não possui Serviço de Assistência Especializada - SAE, responsável pela assistência ambulatorial às pessoas vivendo com HIV/Aids e Hepatites Virais. O atendimento é feito por uma equipe de multiprofissionais que trabalha em Ji-Paraná. São Francisco do Guaporé receberá em breve uma novidade para a saúde pública, o qual será implantado, o Serviço de Atendimento Especializado - SAE, que facilitará o atendimento, acompanhamento e tratamento aos pacientes com HIV e Hepatites Virais.
FOTO ARQUIVO - CAPACITAÇÃO AGEVISA
