“Não é uma dor cabeça, uma cólica... é uma hemorragia”, desabafa Claudet
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Na última sexta-feira, 07, durante todo do dia, a caminhoneira Claudete de Oliveira, de 49 anos, peregrinou em busca de atendimento médico na rede pública de Vilhena sem conseguir ser consultada. Claudete contou que descobriu recentemente que está com múltiplos miomas no útero, e que precisará passar por cirurgia para a remoção do órgão.
Em vídeo, ela conta que faz regularmente os exames preventivos e este ano decidiu realizar um ultravaginal. “Eu descobri que tenho miomas no meu útero e preciso de uma remoção urgente, porque está causando hemorragia intensa”, disse Claudete.
Com o exame em mãos, que ele fez em uma clínica particular com muito esforço, a caminhoneira busca na rede pública o atendimento com um especialista para um encaminhamento para cirurgia.
Na sexta, ele esteve em três unidades de saúde do município e não consegui ser atendida. Moradora do bairro Embratel, Claudete procurou inicialmente atendimento na UBS do Setor 12. “Não consegui nem um encaminhamento. A atendente me disse apenas fazer esse agendamento na semana que vem. Só que meu caso é crítico. É uma situação de emergência. Não é uma dor cabeça, uma cólica... é uma hemorragia”, ponderou.
A paciente procurou atendimento também no Hospital Regional e, lá, ela teria sido informada, segundo relato da própria, de que ali não se fazia aquele tipo de atendimento.
Claudete então foi até o Centro de Especializações de Vilhena. “Eu fiquei sabendo que aqui tinha uma ginecologista, só que ela não se encontra, desde ontem não atendeu, não sei o porquê. Deve ter seus motivos particulares”, disse, antes de fazer um apelo as autoridades: “Seu secretário de Saúde, reavalie meu caso, venha ver de perto o meu exame para o senhor ver a gravidade da minha situação. Eu não estou falando apenas por mim não, eu estou falando em nome de todas as mulheres que precisam passar por esse processo”.
Claudete fala ainda no vídeo: “Eu estou muito fragilizada emocionalmente, fisicamente e psicologicamente, eu fui em três lugares procurando ajuda e sem êxito. É por isso que eu estou fazendo esse vídeo, porque o meu estado é crítico. Hemorragia, pra quem não sabe, é perda de sangue, e sangue é vida”, desabafou.
Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci
