Agevisa promove abertura da Semana da Tuberculose e aponta desafios a serem superados



Abertura da Semana de Combate à Tuberculose, evento realizado anualmente

 

Com vários desafios a serem enfrentados para melhorar os índices de combate e tratamento da tuberculose, a Agência Estadual de Vigilância em Saúde – Agevisa realizou na manhã desta segunda-feira, uma cerimônia de abertura da Semana de Combate à Tuberculose, evento realizado anualmente e que tem seu ápice no dia 24, quando é lembrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e que tem por objetivo sensibilizar a população em geral, quanto aos riscos causados pela doença, riscos que, em casos extremos, podem levar desde a invalidez permanente e até mesmo à morte.

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, causada por uma bactéria (mycobacterium tuberculosis), também denominada bacilo de Koch. Apesar de ser 100% curável e evitável, a tuberculose ainda mata cerca de 4,6 mil pessoas por ano, no Brasil. É a primeira causa de morte por doenças infecciosas no mundo. Em Rondônia, no ano passado foram registrados 588 novos casos. Este ano já foram diagnosticados cem novos casos.

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Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha faz-se necessário os movimentos de sensibilização. “Vamos garantir o acesso e tratamento da doença, que tem 100% de eficácia, mas ainda apresenta casos graves devido à negligência por parte dos pacientes, que acabam abandonando o tratamento ou demoram a buscar o diagnóstico”, observou.

O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima lembrou que, “tanto o atendimento quanto o tratamento, incluindo a medicação, são totalmente gratuitos. Todas unidades básicas de saúde estão capacitadas para receber os pacientes, que em caso de suspeita não devem procurar o pronto socorro João Paulo II nem o Hospital de Base. Procurem os postos de saúde”, orienta o responsável estadual pela Vigilância em Saúde, lembrando que, “a tuberculose é uma doença antiga, de fácil tratamento, mas depende sobretudo do paciente”, salientou.

A gerente técnica da Vigilância Epidemiológica, médica epidemiologista, Arlete Baldez disse que, entre os desafios a serem enfrentados está a melhoria do índice de cura. “O Ministério da Saúde preconiza 85% de cura, no entanto, principalmente por conta dos casos de abandono, não conseguimos atingir essa meta”, ressaltou.

Já a coordenadora estadual de Combate e Controle da Tuberculose, Nilda Barros fez um alerta quanto à importância da detecção tempestiva. “Todo caso de tosse insistente por mais de três semanas deve ser investigado. Uma pessoa que está com o bacilo da doença e que não procura tratamento, está infectando diversas outras pessoas a sua volta”. Segundo Nilda Barros, o Teste Rápido Molecular, disponível em Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná e Cacoal, garante o diagnóstico com 100% de confiabilidade.

Secom



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