Porto Velho, RONDÔNIA – Os números que apontam para uma vertiginosa onda de violência e assaltos a turistas e visitantes dentro e fora do Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) são estarrecedores para os padrões de segurança apregoado pelo Governo Estadual.
De acordo com relatos atribuídos à parte dos dirigentes da Associação dos Ferroviários (ASFEMM), pelo menos, a cada dois dias são praticados um assalto contra pessoas que visitam os ambientes, galpões e oficinas onde estão armazenadas peças do acervo e outros acessórios das locomotivas, trilhos e trens.
O maior número das ações dos bandidos, segundo o Vice-Presidente da entidade, George Telles, “são de ocorrências de furtos de aparelhos celulares, cordões, pulseiras, relógios e carteiras porta-cédulas de turistas e visitantes contumazes”.
Além de assaltos a turistas, os ladrões que agem nos pontos de visitação atacam, geralmente, no período do almoço e antes do pôr-do-Sol quando aumenta a frequência das pessoas nos ambientes do Complexo Ferroviário.
Estudos da Associação dos Ferroviários indicam que o número de assaltos, furtos e venda de drogas é alto no local. Ocorre devido à falta de policiamento ostensivo e preventivo. Além disso, falta de seguranças patrimoniais armados 24 horas nos pontos de acesso às avenidas Farquar, Sete de Setembro e Rua João Alfredo – esta faz a ligação direta com o Cai N’Água, Baixa da União e Terminal Hidroviário.
Segundo especialistas em segurança informaram, “o avanço da criminalidade, dentro e no entorno do Complexo e da centenária Vila Ferroviária, só será contido apenas com a implantação de uma base da Polícia Militar 24 horas”. Além da instalação de câmeras de monitoramento através de circuito interno.
Esse sistema de proteção foi sugerido à Procuradora Federal, Gisele Bleggi, e por extensão, à promotora de Justiça Estadual, Flávia Barbosa, que tratam da questão da conservação e preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico do Estado e da União, respectivamente.
Além dos assaltos a turistas e visitantes, a Associação dos Ferroviários registra e enfrenta uma onda acrescente de furtos de peças do acervo histórico da EFMM, entre os quais, trilhos, engrenagens, sinos, sirenes, metais e roldanas das oficinas, fatos esses informados a Prefeitura, que ainda não designou pessoal técnico para o local.
Encabeça a lista de ocorrências policiais, ainda, o roubo de armas de fogo (revólveres Calibre 38) pertencentes à empresa contratada pelo Consórcio Santo Antônio, cujos armamentos ainda não teriam sido recuperados pela Polícia.
No que tange aos rotineiros furtos de peças das locomotivas, trilhos e trens, “essa prática tem sido recorrente e esses materiais tem endereço certo para certo para ferro-velho”, admite George Telles, O Carioca. Segundo ele, “a insegurança tomou conta da Madeira Mamoré e da Vila Ferroviária ao menos oito anos atrás”, ele arrematou.