PERGUNTINHA: Corremos o risco do presidente Lula causar novo frisson nas relações internacionais do Brasil, com alguma nova declaração destemperada, ao participar, esta semana, da coroação do Rei Charles III, da Inglaterra?
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Ponte Jerônimo Santana! Este o nome que, na visão do senador e ex-governador Confúcio Moura deve ser dado à grandiosa obra, inaugurada pelo então presidente Bolsonaro, na Ponta do Abunã, ligando Rondônia ao Acre, por terra, pela BR 364. Já tramitam dois projetos no Congresso, com homenagens a outras personalidades: o ex-governador rondoniense Paulo Nunes Leal e o ex-governador do Acre, Wanderley Dantas. Mas quais os argumentos usados por Confúcio para que Jerônimo seja o escolhido? Eles são forter e poderosos. O próprio senador explicou, no seu Blog: “a Ponta do Abunã era localizada em região da Bolívia, até que Jerônimo assumiu o Governo de Rondônia e foi longe no tempo, buscando os trabalhos feitos por Euclides da Cunha, no início do Século XX, no chamado Tratado de Petrópolis.Também moveu no Supremo Tribunal Federal ação de integração daquela região ao Estado de Rondônia, brilhantemente defendida pelo Procurador Geral do Estado, Dr. Erasto Vilaverde, que ganhou a ação por unanimidade. Jerônimo, um pouco antes, movimentou a tropa da Polícia Militar do Estado, numa operação ultra sigilosa e, sob a força da operação, assumiu a ponta do Abunã e seus distritos (se não me falha a memória a operação foi comandada pelo Coronel Ferro). Fincou a Bandeira de Rondônia naquele pedaço estratégico, como um “dedo” de terra no entremeio Bolívia e Amazonas”. Depois disso tudo, Confúcio arremata, usando também um pouco de bom humor: “E o nome da ponte? Hemmmm? E o nome dela? Quem é o merecedor do nome desta obra memorável? Claro que é Jerônimo Santana!”

A ponte sobre o rio Madeira, inaugurada em 7 de maio de 2021, e transformou numa obra histórica porque permitiu, pela primeira vez, a ligação do Estado do Acre com o restante do país, por terra, via BR 364. Iniciada em 2014, foram longos anos de espera, até que o então presidente Jair Bolsonaro, ao lado do seu então ministro da Infraestrutura e hoje governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; dos governadores de Rondônia e Acre e de dezenas de autoridades, comandou a solenidade de entrega da ponte de um quilômetro e meio de extensão, com um custo de aproximadamente 160 milhões de reais. Ela conecta o Acre a Rondônia, mas muito mais ao sistema rodoviário brasileiro, permitindo o escoamento da produção das regiões norte e centro-oeste, principalmente da soja, que abastece mercados mundo afora. Um sonho acalentado por toda a região, aliás, desde os tempos de jerônimo Santana, não haveria melhor homenagem à lembrança do primeiro governador eleito pelo voto direito em nosso Estado e que deixou seu nome na nossa História. Rondônia deve muito a ele por ter a Ponta do Abunã como parte do seu território. Haveria homenagem mais justa, como questiona o senador e ex-governador Confúcio Moura?
Autor: Sérgio Pires
