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Nos tempos da Lava a Jato, quando a Globo abria o noticiário mostrando a imagem de dutos despejando uma dinheirama roubada da Petrobrás, dos fundos de pensões, dos correios e de toda parte, muitos juízes e promotores invejavam o juiz Sérgio Moro, e o promotor-coordenador da operação, Deltan Dallagnol, pela coragem e intrepidez.
A coragem de revelar para os brasileiros e o mundo, a maior operação criminosa de corrupção da história brasileira, sobretudo o destemor de julgar, condenar e prender facínoras do colarinho branco do mais alto escalão do poder, sendo por isso aplaudidos mundo a afora, provocou a inveja e a ira dos membros do mais alto colegiado da Justiça do Brasil. E a vingança foi guardada na geladeira.
O resultado final, todos sabemos. Hoje ninguém quer ser mais Sérgio Moro ou Deltan Dallagnol. Nem o juiz Marcelo Bretas, hoje castigado com afastamento do cargo por ousar imitar Moro. Todos, penalizados e perseguidos por atos de justiça que se contrapôs à corrupção endêmica e institucionalizada do Brasil.
Por isso, Sérgio Cabral, condenado a mais de 400 anos de cadeia, comemora, da sua morada na Praia Atlântica de Copacabana, 20 mil seguidores na sua rede social, ávidos por lições espúrias e vantajosas.
E a gente aplaude pequena vitória da Justiça e das forças policiais de Rondônia que conseguiu, em três dias, pôr fim a uma invasão terrorista de propriedade privada. Sinal que a Justiça está derrotada pelo crime, mas ainda não morreu.
É do que trata o ‘Sem Papas na Língua’ de hoje. Veja o vídeo a seguir e faça o seu próprio juízo.
Fonte: notíciastudoaqui.com
