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A fora tudo o que estão passando, sob o tacão exagerado de autoridades de órgãos ambientais e outros setores, os produtores rurais de Rondônia estão enfrentando mais uma enorme dificuldade. Com as constantes quedas no preço do gado, eles não estão conseguindo pagar suas dívidas de empréstimos feitos no passado e que precisam ser pagos a partir de agora. O deputado estadual Laerte Gomes, que está à frente de um esforço para que haja renegociação nos prazos destes pagamentos, esteve em Brasília, visitando os três senadores (Marcos Rogério, Jaime Bagattoli e Confúcio Moura) e deputados federais, entre os quais Thiago Flores e Sílvia Cristina, em busca de apoio para o pleito dos rondonienses, que estão vivendo momentos de desespero, sem terem como cumprir seus compromissos. Os financiamentos eram feitos para compra de gado, para consertar problemas na propriedade, arrumar pasto e tudo o mais que é necessário para a produção. Para entender: pequenos e médios produtores rurais, principalmente da pecuária, fizeram financiamentos nos bancos oficiais há cerca de três anos atrás. Os juros variavam de 7,5 a 5 por cento ao ano. Houve três anos de carência. Os pagamentos deveriam começar em 2023. Na época em que os financiamentos foram feitos, o preço de uma vaca (apenas como exemplo) estava na faixa de 6 mil reais. Hoje, caiu para, no máximo, 2 mil e 500 quinhentos reais. Quem comprou um bezerro a 3 mil reais, agora só consegue vender por 1 mil e 300 reais. Ou seja, eles simplesmente não têm como pagar tais empréstimos, pela violenta queda dos preços no mercado.
A proposta que Laerte Gomes está levando, em nome destes rondonienses que não sabem como sobreviver e ainda pagar empréstimos feitos numa outra realidade, quando o mercado estava em alta, é de que o governo federal suspenda os pagamentos das parcelas que vão vencer entre 2023 a 2025, jogando tudo para o final do financiamento, daí sim com os mesmos juros do contrato. Só com uma melhora da arroba do boi, o que se espera para um futuro próximo, é que os produtores poderão conseguir um fôlego, sem risco de perderem tudo para os bancos.
Autor: Sérgio Pires
