Deputada indígena Silvia Waiãpi denuncia Fundação Ford por levar indígenas aos EUA para falar mal do agronegócio e do Brasil



 

Depois do genocídio praticado contra seus indígenas, quase extintos depois de cerca de dois séculos de extermínio, os americanos adoram defender os índios dos outros, principalmente em países onde há grandes riquezas que possam ser usadas por eles. Por isso, ações de lideranças indígenas que comungam da ideia da manutenção da floresta, da sua intocabilidade, ainda mais em terras cheias de minérios, sempre tem, tanto de americanos quanto de europeus, os mais efusivos aplausos. Já aqueles que não rezam pela cartilha determinada por eles, esses são tratados como se não existissem ou como alienígenas, ilegalmente inseridos nas tribos, como se criminosos fossem. Aliás, é o mesmo tratamento que o governo brasileiro dá a estes índios que não andam nus, não aceitam passar fome e que querem trabalhar, produzir e ter uma vida digna. Na semana passada, um documentário sobre os índios Uru-Eu-Wau-Wau, filmado em Rondônia, conquistou o Prêmio “Emmy Award”, em Los Angeles. Considerado o Oscar da TV, “O Território”, nome do documentário, foi ovacionado por uma plateia entusiasta, de nomes famosos das produções do cinema de Los Angeles. Festança na mídia doutrinadora. Nenhum linha sobre o protesto da deputada federal indígena Silvia Waiãpi, que no mesmo dia denunciava que a Fundação Ford paga passagens, estadias e mordomias para lideranças indígenas irem aos Estados Unidos, para falar mal do Brasil e do nosso agronegócio, cuja produção de vários alimentos, já supera a dos americanos e começa a dominar o mercado internacional, onde eles tinham a primazia. Cada um defende o país que acredita, portanto!

No mesmo pacote, representantes do governo norte-americano e de outros países como a Alemanha, anunciaram que não vão aceitar que o dinheiro que eles mandam para o Brasil, através do Fundo Amazônico, seja utilizado para obras como o asfaltamento da BR 319, que liga Manaus a Porto Velho. Você não vai ler nada disso na grande mídia, mas pesquisando nas redes sociais saberá de todos os detalhes. É mais uma clara interferência estrangeira no nosso país, já que eles mandam na Amazônia, através das ONGs internacionais que os representam. Nem um pio do governo brasileiro. Pelo contrário, a ministra Marina Silva, que disse que só queremos a 319 asfaltada para passear de carro, certamente está comemorando a ameaça estrangeira, A Rainha das ONGs está cumprindo muito bem o seu papel. E nós, os amazônidas, estamos mesmo ferrados!

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Autor: Sérgio Pires

(opiniaodeprimeira)

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